domingo, 22 de janeiro de 2017

Sem Emenda - As Minhas Fotografias

Arcadas das casas de hóspedes do santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel
É um dos mais belos locais da paisagem portuguesa. Tem Igreja e santuário, casas de hóspedes e Círios de peregrinos, convento e ermida, aqueduto e casa de água, encosta e mar. E farol ali perto. A construção do conjunto começou no século XIV. O Cabo é ventoso e tem perigosíssima descida para o mar. Há descampado a toda a volta, o sol é quente no Verão, as tempestades de chuva e trovoada são inesquecíveis. Nas últimas décadas, foram mil as aventuras: ocupações, imigrantes, veraneantes, pescadores, vendedores ambulantes, peregrinações, roubos, restauros inacabados… Até Confrarias e Associações de Amigos! Projectos de recuperação e restauro? Quase uma dúzia desde os anos sessenta. Ao longo dos anos, todavia, uma força foi vencendo: a ruína e o abandono. Talvez tenha sido melhor assim, pois foi a maneira de não estragar definitivamente um sítio e um tesouro únicos no mundo! Agora, volta a falar-se! De quê? Como não podia deixar de ser, fala-se de “hotel de charme” e de privatização! Pobre país que não pode ter nada pela sua beleza, tem de ser mercadoria!
DN, 22 de Janeiro de 2017

5 comentários:

Sem dono disse...

Imagem bonita, com ritmo criado pela repetição organizada de formas, a fazer lembrar a pintura metafísica de Giorgio de Chirico.

Porém, no final da legenda, o autor lamenta a “privatização” daquele belo documento arquitectónico, facto que me deixa perplexa, uma vez que AB, como se sabe, não só defende a privatização da CGD, como todo um Programa de Privatização Integral da Vida Coletiva por julgar ser “a única maneira de resolver múltiplos problemas que tão aflitivamente afectam o nosso país: a reduzida produtividade, a enormidade do défice, a opressão da burocracia e os tentáculos da burocracia”. E acrescenta: “Só um programa de privatização integral da vida pública, que faça tábua rasa de mitos e tabus, será capaz de recriar a responsabilidade e a disciplina”.
Por considerar que a falência do Estado está mais que provada, AB defende também a privatização da RTP, da RDP, da Saúde, da Educação, da Segurança Social, da água, rios, praias e parques, das universidades, da investigação científica, da Justiça e das prisões, das Bibliotecas públicas e museus, dos templos religiosos, dos cemitérios e morgues, da polícia, exército, marinha e aviação, da coleta fiscal, do governo, dos partidos transformados em SA e cotados em bolsa, do Parlamento e das eleições que passarão a ser asseguradas por empresas privadas.
(Ver a sua crónica “A sociedade civil e os seus amigos”, Público, 2003).

Sem dono disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristovão d' Orey disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristovão d' Orey disse...

Neste comentário, a “Sem Dono” do blog OPUSCULUM DEI, doninha de Arouca, Sílvia do Carmo, conseguiu atingir o auge da esquizofrenia paranóide. A obsessão e o analfabetismo são tantos que nem soube perceber que AB usou de ironia... Sabe o que isso é?

Não deve ser fácil para os alunos da escola de Benfica, aturar esta doninha.

Sem dono disse...

Fantástico! As coisas que tu encontras...

És mesmo fabuloso, ninguém te merece.

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