domingo, 7 de maio de 2017

Sem Emenda - As Minhas Fotografias

Fátima. Há cem anos, há tanto tempo! – Este é o ano do centenário. Dos centenários, melhor dizendo. Na Rússia, há cem anos, entre Fevereiro e Outubro, a revolução democrática e depois bolchevista dá origem ao Estado soviético e ao regime comunista. Dissolvida em 1991, a URSS não chegará a comemorar o seu centenário. Na Europa, há cem anos, a primeira Grande Guerra ocupa tudo e todos. Entre Fevereiro e Abril de 1917, os primeiros contingentes de tropas portuguesas chegam à Flandres. Com o pretexto imediato do afundamento, pelos alemães, do navio Lusitânia, os Estados Unidos, em Abril, declaram guerra à Alemanha e, em Maio, desembarcam em França e entram na guerra, iniciando assim o século americano de hegemonia política e militar. Em Ourém, há cem anos, desde Maio e até Outubro, as aparições de Fátima dão início a um século de catolicismo português. Esta Cruz Alta, colocada em 1951, foi retirada há doze anos, para dar lugar ao novo santuário e a uma nova cruz.
DN, 7 de Maio de 2017


2 comentários:

Tout va bien disse...

Enquanto houver uma cruz no horizonte da vida dos portugueses, haverá sempre uma prece, uma dádiva que se recebe e um sacrifício que se oferece.

Podem as elites substituir as “aparições” por “visões interiores” e modernizar o equipamento, porém, a tradição construída pelo povo mantém-se intacta, para sua tranquilidade.

bea disse...

Julgo que a igreja católica fez um aproveitamento indevido e até um pouco canhestro (uma senhora descalça em cima de uma azinheira e com um terço na mão a pedir que se reze pelo santo padre...dá para desconfiar), a puxar a brasa à sua sardinha, das aparições ou visões interiores ou o que queiram chamar ao que aconteceu em Fátima. Não vi o filme sobre o assunto e que toda a gente recomenda. Nunca simpatizei com joelhos em sangue e outros pagamentos de promessa que são - ou eram - pura dor e martírio. Não creio que os canonizados sejam melhores do que muita gente incógnita só porque os doutores da igreja assim o determinam. E no entanto simpatizo com Francisco o papa e acredito firmemente que a fé existe e, sendo forte, é salvífica.