domingo, 6 de setembro de 2015

Luz - Corredor com stands de malas num Centro Comercial de Xangai

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Era um centro comercial qualquer, nem muito popular, nem muito “chique”. Talvez uma dezena de andares com a organização conhecida por géneros e mercadorias. Uma primeira diferença relativamente ao que conheço pelas nossas bandas, a enormidade ou a dimensão de tudo aquilo. A quantidade infinita de produtos. A sucessão de stands, estantes e prateleiras com milhares de bens à venda. A organização propriamente dita também me pareceu diferente do que conheço. Os clientes andam em corredores todos mais ou menos iguais e passam entre filas de “curros” ou pequenos stands em forma de prateleira ou espécies de quiosques. Em cada “curro” ou stand, estão uma ou duas meninas. Geralmente passivas, à espera que o cliente se aproxime. Mas vão falando: duas frases em chinês, logo seguidas de um “Hello!” ou de um “Good morning!”. Vim a saber que cada “curro”, quiosque ou prateleira pertence a um proprietário ou a uma organização e cada vendedora é apenas responsável pelos seus produtos, que vai vendendo sem salário fixo, mas com percentagem sobre o ganho em cada dia. Nesta imagem, estamos na secção de malas de senhora: havia dezenas de corredores destes! As marcas era todas as conhecidas, de Vuiton a Prada, passando por Gucci e Longchamp e mais não sei! Todas pareciam verdadeiras, todas “cheiravam” a couro verdadeiro, todas tinham a “griffe” e a assinatura do fabricante genuíno. Custavam entre dez e cem euros… Todos os preços eram discutíveis e negociáveis. Alguns destes quiosques tinham uma porta. Atrás da porta, mais estantes, com os mesmos produtos, mas, diziam elas, verdadeiros! Estavam mais bem embaladas em papel de seda e caixa de cartão que mais parecia de bombons. Custavam entre cem e mil euros. Discutíveis, claro! (2014)

3 comentários:

bea disse...

Cada vez acho mais que o mundo do consumo é de uma catastrófica sordidez.

Maria do Céu Keil disse...

Na China, o consumo é desenfreado. De momento, até a tradição milenar de se comer com palitos está ser posta em causa pela sustentabilidade ambiental.
Malas, malinhas, malões... Muita cor, muita gente, muita falta de gosto.

António Barreto disse...

Não tenho palavras muito diferentes das dos meus correspondentes. Sordidez... Consumo desenfreado... Falta de gosto...
A minha viagem pela China, tão desejada durante tantos anos, deixou-me gostos e desgostos inesquecíveis. A China parece ter tudo, o pior de tudo, o melhor de tudo! Como parece ter o pior do comunismo e o pior do capitalismo! Gostaria de ter tempo e saúde para eventualmente lá voltar, ver outras coisas que não sejam sobretudo os locais previsíveis (Beijing, Xian, Xangai, Hong Kong...) e, se conseguir perceber, tentar escrever...