sábado, 2 de maio de 2015

Luz-Rua de Jerusalém

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Uma qualquer rua, a uma qualquer hora. Há elementos casuais de composição prévia e de ironia posterior. Um sentido proibido. Uma loja chamada TNT. Uma menina de capuchinho vermelho. Três soldados de patrulha fortemente armados. Dois rapazes em conversa e telemóvel. Um lugar da fruta e de gelados Olá… Os soldados e as suas armas são evidentemente o factor perturbador de uma rua qualquer a uma qualquer hora. Mas em Jerusalém, é assim. Entre a paz e a guerra. Estive na cidade poucos dias, mas nunca esquecerei. O peso e a densidade da história. A pluralidade tensa. O significado de tudo, dos palácios aos templos, das pedras às ervas e às árvores. A civilização contemporânea vai-se imiscuindo por entre os vestígios e restos de três ou quatro mil anos de vida e de conflito. Ali percebi que há problemas sem solução, guerras perpétuas e conflitos como modo de vida. O máximo que se poderá conseguir é aprender a viver assim, com conflito, guerra, tensão e rivalidade. Com solução é que não. (2012)

3 comentários:

bea disse...

Nem todas as vidas se resolvem com soluções. E é verdade, aprende-se a viver de muito modo. Em todo o mundo.

Maria do Céu Keil disse...

É ínfima a possibilidade de diálogo entre corpos que nascem em campos opostos.

José Figueiredo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.