quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sem emenda - Pais e filhos. E professores…

A moda está a pegar. Já tínhamos reuniões bilaterais periódicas, semanais ou não, entre os três partidos da quase coligação, a fim de verificar, acompanhar e aprofundar. Sem falar nas reuniões permanentes entre os representantes do governo e dos dois partidos que apoiam mas não fazem parte. Já havia também as reuniões regulares entre os responsáveis pelos grupos parlamentares dos três partidos e meio que apoiam o governo. E ainda tínhamos as reuniões temáticas ou de grupos de trabalho dos dois ou três partidos a fim de desenvolver legislação e programas específicos. Agora, temos uma novidade absoluta: as reuniões trimestrais entre o ministro da educação e os sindicatos de professores. Para acompanhar as medidas e a acção do ministério, diz a FNE, Federação Nacional de Educação. Para avaliar as políticas de educação, diz a FENPROF, Federação Nacional de Professores. Estas reuniões não substituem as negociações laborais, que continuam com a sua dinâmica própria.
Com as devidas distâncias e diferenças, este procedimento faz lembrar um famigerado Estatuto do Estudante outorgado há muitos anos por um dos governos de Cavaco Silva. Esse estatuto, com a força de um decreto-lei que o aprovava e lhe dava força de lei, concedia aos estudantes poderes e competências inimagináveis. Eram estudantes universitários e do secundário, sublinhe-se. Participação em órgãos de direcção, controle de gestão, co-gestão e avaliação, tudo era concedido aos estudantes, os mais novos dos quais teriam cerca de 15 anos!
Nos dois casos, a demagogia e a abdicação das responsabilidades governativas impressionam tanto quanto a escolha de um parceiro privilegiado em detrimento dos outros interessados no mesmo assunto ou na mesma política pública. Quem assim age, falará evidentemente de democracia e diálogo! Mas não é uma coisa nem outra. Corporativismo? Talvez. Infiltração política? Seguramente. Eleitoralismo? Provavelmente.
É este o momento para recordar os eternos marginalizados das políticas educativas: os Pais. Por vários motivos, estes são sistematicamente afastados das responsabilidades que deveriam ser suas. Uns não querem saber, gostariam mesmo que a escola se ocupasse de tudo e o mais tempo possível, sendo uma espécie de substituto completo para as funções paternas. Outros estão disponíveis e prontos a assumir responsabilidades, mas foram praticamente expulsos das escolas, das reuniões, das preocupações e da gestão. Muito poucos conseguem estar presentes e ser aceites. Na maioria dos casos, são detestados pelo ministério, pelos professores e pelos sindicatos. Durante décadas, nos textos de lei, falava-se de “comunidade educativa”, o que ainda hoje acontece nalguns casos. Quando se lê com cuidado, rapidamente se percebe que, para o ministério da educação e para os partidos políticos (pelo menos o PS, o PSD e o PCP), a comunidade inclui os professores e os alunos, ponto final. Nem autarcas, nem associações locais, nem sociedades, nem empresários… E muito menos os pais. Metediços, ignorantes e incompetentes, são os epítetos que muitos professores e quase todos os sindicatos reservam para os pais dos seus alunos. No que são acompanhados pelo ministério que jamais fez reais esforços para interessar os pais e lhes dar tempo, proporcionar estruturas de participação sincera e atribuir responsabilidades e poderes.
Este é um velho e desastroso defeito da educação em Portugal, da sua escola e das políticas educativas. Os professores não são obrigados a ter em conta os pais e a sociedade. As comunidades locais ficam indiferentes às suas escolas. Os alunos procuram esgueirar-se entre pais e professores. Poucos pais assumem as suas responsabilidades. Se alguém pretende melhorar a escola, é por aqui que deve começar: pela comunidade e pelos pais.

DN, 1 de Maio de 2016


domingo, 1 de maio de 2016

Luz - Visitantes da Tate Gallery, Londres

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O senhor vestido de negro é quase intrigante. Pela sua vestimenta, podia ser muitas coisas. Talvez fosse. Mas de uma fiquei depois com a certeza: fotógrafo! (2015)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sem emenda - A mentira mata!

O Governo não quer aprovar os seus planos no Parlamento. Nem o Programa de Estabilidade (que antes se chamava Estabilidade e Crescimento), nem o Programa Nacional de Reformas, uma versão desenvolvida do documento vácuo que tínhamos conhecido há umas semanas. O Governo entende, erradamente, que basta aprovar os seus planos, tão ou mais importantes do que o orçamento anual, nas reuniões paralelas com o PCP e o Bloco, após o que seguiriam para a União Europeia onde, com mais ou menos dificuldade, tudo seria aprovado.
Como é evidente, tal visão das coisas é pouco inteligente e nada democrática. As reuniões paralelas entre aliados não substituem o parlamento. A aprovação dos programas a Assembleia, mesmo que seja só com os votos dos aliados, dá força à posição do governo e do país. Os cidadãos apreciam. A democracia funciona.
Ainda não se sabe se vai haver voto formal ou não, nem quando. Mas é possível que tal aconteça. Pena é que tenha de ser a oposição, sempre acusada de despeito, a insistir para que isso se faça.
É verdade que, nestes procedimentos, há um problema ainda não resolvido. Como fazer? Onde se deve começar, em Lisboa ou em Bruxelas? Se os Programas forem primeiro aprovados em Bruxelas, por funcionários, que deve fazer o parlamento nacional? Calar e consentir? Ou recusar e criar um problema de todo o tamanho? Imagine-se então que os programas são aprovados em Lisboa, no Parlamento, e só depois seguem para Bruxelas. Se a União aprovar, não há problema, a não ser o da menoridade do Parlamento nacional, pois as suas decisões necessitam de referenda. Mas se a União não aprovar ou só o faça parcialmente, em que situação fica o Parlamento? Má, seguramente. Nas condições de um governo maioritário e não endividado, as soluções seriam encontradas com muita negociação e alguma diplomacia. Assim, sem maioria mas com dívidas, o fim desta história será sempre negativo.
A não ser evidentemente que se recorra à mentira, nova especialidade da política portuguesa. A exemplo do que se tem passado com vários casos actuais, o Governo poderia mentir ao Parlamento, à União e ao BCE. Com um pouco de sorte, poderíamos escapar por entre as gotas de água.
É caso para perguntar: que se passa com os dirigentes políticos portugueses? Raramente, na história recente de Portugal, se chegou a um ponto como este, de mentira e calúnia! Nem durante a revolução de 1975! O que se disse e fez a propósito do BPN, do BPP, do BCP, do BES, do BANIF e agora do BPI, ultrapassa o conhecido e o tolerável. Foram acusados de mentirosos um Presidente da República, três Primeiros-ministros, outros tantos ministros das Finanças, o Governador do Banco de Portugal e o vice-presidente do Banco Central Europeu, além de Comissários europeus, de banqueiros e bancários. Quanto a deputados, estamos conversados: parlamentares de todos os grupos acusaram e foram acusados de mentirosos.
O problema não é só de boas maneiras. É também de informação aos cidadãos e de punição dos mentirosos. Mas temos a infeliz certeza de que a política castiga mal a mentira. Tem sido possível mentir na praça pública e ficar impune. Pior: é possível mentir numa comissão de inquérito e nada acontecer.
O perjúrio em Portugal é tolerado. Ou mesmo louvado. Um conhecido advogado afirmou um dia em público que o “dever de qualquer advogado era o de mentir para defender o seu cliente”. Ninguém, na magistratura, na Ordem, no Parlamento ou na universidade, reagiu. Na política, não se pensa muito diferente. O êxito político justifica tudo. Desculpa a mentira e o perjúrio.
A impunidade é, entre nós, uma regra de comportamento. Um modo de vida. Com os conhecidos desastres dos bancos, ficam impunes os desmandos dos políticos e dos banqueiros.
Mas a mentira mata! Sobretudo as vítimas. Os cidadãos.


DN, 24 de Abril de 2016

Sem Emenda - As Minhas Fotografias

Chegada de soldados da Guiné a bordo do Niassa – No Verão de 1974, nas docas da Rocha do Conde de Óbidos, este navio prepara-se para desembarcar umas centenas de soldados acabados de chegar da Guiné. É uma das últimas viagens de regresso de soldados daquela colónia, que será independente poucos dias depois, a 24 de Setembro. No cais, o ambiente era de grande emoção, mas emoção alegre, percebe-se porquê. Foram momentos inesquecíveis para os que chegavam, os que esperavam e os que assistiam. Não muito longe dali, começam a empilhar-se os primeiros contentores com os bens dos repatriados e retornados. O navio Niassa serviu a tropa portuguesa durante uns anos nas suas viagens para o Ultramar. Assegurava parte do transporte de soldados para a Guiné, Angola e Moçambique. Em Abril de 1974, duas semanas antes do 25, as Brigadas Revolucionárias fizeram explodir uma bomba a bordo deste navio. O rombo não foi grande. O barco partiu à mesma, logo na manhã seguinte. Já lá vão mais de quarenta anos!
DN, 24 de Abril de 2016

domingo, 24 de abril de 2016

Luz - Mensagens chinesas, no Intendente, em Lisboa

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Numa rua particularmente frequentada por Orientais, este “placard” serve para trocar mensagens comerciais de toda a espécie. Tem tudo, recados, “precisa-se”, “oferece-se” e “procura-se”. Pedi a um rapaz que me traduzisse alguns, disse duas ou três palavras, “coisas para vender”, mas não quis entrar em pormenores. E eu não percebi tudo… (2015)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sem emenda - O Governo dos rapazes

Estes têm sido dias difíceis. Não por cansaço, que ainda não é tempo para tanto. Mas por falta de perícia. E de sabedoria. A remodelação de um ministro e dois secretários de Estado foi desagradável. Não mais do que isso, mas suficiente para revelar desordem nos espíritos.

O processo que conduziu à demissão do Chefe de Estado-maior do Exército tresanda a política, oportunismo e rivalidade. A posição do ministro ficou frágil.

A Educação parece calma, pois os sindicatos entenderam que era melhor abrandar a fim de bater mais tarde. O ministro não acerta, mas contenta os clientes. Ganha tempo, mas perde força.

Já se começam a sentir os efeitos das mãos generosas do governo. Por um lado, subida nas sondagens. Não muito, mas o suficiente para fazer sorrir. Por outro lado, o aperto financeiro. Começam a desaparecer as “folgas”…

A questão das nomeações continua viva. Há anos. Com todos os governos. Desta vez, com o Bloco e o PCP no radar, será ainda mais complexo. Cargos para os camaradas surgem todos os dias. Dirigentes seleccionados pela CRESAP já foram substituídos por decisão política discricionária. São inéditos os ataques ao Banco de Portugal.

Foi insólita a designação, nomeação e contratação do “meu melhor amigo há muitos anos” para tratar das situações delicadas, da TAP ao BANIF e ao BES passando por Angola… Assim é que se perpetua uma prática que conduziu à decapitação do Estado. Retirou-se-lhe a capacidade técnica e científica e procura-se nos escritórios, nas agências e nas empresas de consultoria os juristas, os advogados, os economistas e os engenheiros à altura. O Estado não emagrece, perde a cabeça. E fica dependente.

As trocas de acusações entre o Governo, os partidos, o Banco de Portugal, o Banco Central Europeu e a Comissão da União Europeia já foram longe de mais e deixaram sequelas. A esta altura de responsabilidades é impossível ficar impune e imune. Os acima nomeados já se trataram de mentirosos… Nunca se viu uma tal guerra aberta e ácida que enfraquece o país e a economia. É possível que a banca portuguesa não se venha a recompor tão cedo! Já tínhamos um logo percurso de erros, aldrabices e imperícia. Com a situação financeira internacional menos dramática, esperava-se que fosse possível salvar alguma coisa da banca portuguesa ou manter os pilares e as traves mestras de um sistema financeiro. É cada vez mais causa perdida.
O primeiro-ministro está radiante. Acredita no seu talento negocial e naquilo a que os jornalistas chamam há vários meses a sua grande habilidade, sem se dar conta de que é o pior que se pode dizer de alguém. Está satisfeito com a suavidade do Presidente Marcelo. Jubila com a cordialidade pacata do Bloco e a macieza do PCP.

Liderar um governo ou um país tem exigências. Uma delas consiste na necessidade de ser ou ter algo mais do que jeito para resolver problemas. A direcção política não se resume à habilidade para tratar de conflitos. A negociação permanente com os partidos, parceiros e grupos de pressão traz informação e traquejo, há mesmo quem lhe chame democracia, o que não é a mesma coisa. Mas é errada a crença de que a liderança resulta da negociação. É exactamente o contrário. A boa negociação resulta da capacidade de liderança. Da inspiração. Da existência de uma política.

Das peças avulso de um puzzle não sai uma imagem. A percepção da imagem é que vai ordenar as peças. Das azinhagas não sai um percurso. É o objectivo que selecciona os caminhos, o fim que define os meios. Ao contrário do que gostam de dizer os adolescentes românticos, o caminho não se faz caminhando. É o destino que desenha o itinerário.

É provável que António Costa venha a dizer aos colaboradores, aos membros do governo e aos apoiantes no Parlamento: “Já que sou o vosso Primeiro-ministro, sigo-vos!”.

DN, 17 de Abril de 2016

Sem Emenda - As Minhas Fotografias


A Apple em Barcelona – Uma loja como esta poderia ficar em qualquer sítio do mundo, Lisboa, Xangai ou São Francisco. É aqui ao lado, em Barcelona. Com mesas iguais, da mesma cor, com disposição idêntica e com as facilidades de consulta aqui visíveis, já as vi naquelas e noutras cidades. Eventualmente, numas há iPad e noutras iPhone ou ambos. Em tempos em que tanto se festeja a diversidade e a diferença, há marcas e produtos que insistem na uniformidade, na consistência de uma imagem e na familiaridade que daí resulta. Em Barcelona, a operação publicitada era a de lançamento de mais uma tablete, um iPad de último grito. A sede ficava bem no centro da Praça da Catalunha, um dos sítios comerciais mais reputados da cidade. Só era admitido um certo número de pessoas de cada vez. Para entrar, era necessário esperar que alguém saísse. Lá dentro, apesar da multidão e das filas de espera, era o silêncio. Na verdade, tratava-se de um lugar de culto…
DN, 17 de Abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

Luz - Velha cabine telefónica, sem telefone, mas com Internet e Multibanco, em Knightsbridge, Londre

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Grande solução para aproveitamento destas famosas e belas cabines de telefone. De um lado, caixa de Multibanco. Do outro, oposto a este, um teclado e um acesso à Internet por um preço muito reduzido. Parece que ficaram todos a ganhar, os amantes da conservação e os sequiosos de modernidade! (2015)

sábado, 16 de abril de 2016

Sem emenda - Um país normal

As dificuldades na formação do governo, que bem conhecemos há poucos meses, são agora comuns. Aqui ao lado, a Espanha, com quem ficamos sempre a perder nas comparações, mostra que se pode viver sem governo e sem coligações durante meses. Já a Bélgica, durante quase dois anos, tinha revelado o mesmo jeito. A Itália e a Holanda também eram conhecidas por isso. Uma partidocracia obsoleta, predadora da democracia e incapaz de diálogo não parece ser privilégio ou exclusivo nosso!

As vias misteriosas da corrupção e do nepotismo multiplicam-se, mas a impotência da Justiça e das polícias de investigação cresce ainda mais. O universo opaco dos negócios, dos favores, das privatizações maliciosas e da internacionalização enviesada vai-se tornando mais denso. Das telecomunicações aos serviços financeiros, da energia aos petróleos, dos grandes serviços públicos à construção, a rede desenvolve-se. Parece também já ter chegado aos vistos de residência e aos transportes aéreos. As investigações alargam-se. As denúncias repetem-se. As acusações aumentam. Desconfia-se cada vez mais, sabe-se cada vez menos. Luxemburgo e Suíça, México e Brasil ficam aqui perto. Portugal figura no Lava Jato e no escritório do Panamá. É finalmente claro que Portugal faz parte do jogo. A corrupção é inclusiva, não deixa ninguém de fora.

Descobrem-se umas centenas de nomes portugueses nos ficheiros de uma lavandaria financeira do Panamá. Nada de especial a assinalar. Milhares de outros nomes preenchem as listas de clientes. Da Rússia, da Grã-Bretanha, de Espanha, de França e da Máfia. Não estamos sozinhos.

Há grande número de ex-políticos (de deputado a primeiro-ministro, passando por secretário de Estado, ministro e chefe de grupo parlamentar) visados pela justiça. Tal como dezenas de capitalistas, empresários, autarcas, altos funcionários, directores de polícias e advogados suspeitos, investigados e escutados. Bem vistas as coisas, nada muito diferente do que conhecemos em tantos países, da Espanha à Grécia, da Itália à França. Nem a Alemanha ou a Grã-Bretanha escapam. Talvez haja uma pequena diferença: na maior parte desses países, chega-se a uma conclusão e a uma sentença. Aqui, é mais difícil.

Um ministro faz e diz disparates de tal modo inconvenientes que é forçado a pedir a demissão após poucos meses de mandato, antes mesmo de fazer qualquer coisa que se veja. Eis que não é novo entre nós, mas sobretudo que também se vê noutros países, de França a Inglaterra, da Grécia à Islândia e até na Alemanha.

Uma velha frase muito cá de casa, “Isto só em Portugal!”, está a perder validade. Já quase nada se pode dizer que seja “só em Portugal”! Porque ficámos iguais aos outros ou porque abandonámos alguns velhos incómodos. Já não nos distinguimos por termos muitos analfabetos, muita mortalidade infantil, muita tuberculose, uma reduzida esperança de vida, um baixo consumo de proteínas, uma vetusta censura e uma velha ditadura! Portugal já virou essas páginas. Parecemo-nos cada vez mais com os nossos vizinhos europeus. Começamos a merecer ser incluídos na lista dos ricos, dos civilizados e dos desenvolvidos.

Talvez a absoluta falta de jeito dos Portugueses para a criação e manutenção de bancos, sobretudo honestos, seja uma das características singulares do nosso país. Com excepção de um ou dois casos, a história da banca portuguesa parece uma narrativa dramática de falências, desonestidade e cumplicidade política. Banco português, propriedade de capitalistas e banqueiros portugueses, com maioria de accionistas portugueses e presença dominante de famílias portuguesas é sinal de desastre!
Um país normal? Quase…
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DN, 10 de Abril de 2016

Sem Emenda - As Minhas Fotografias

Lada, Nicolau I e Palácio Mariinsky, em São Petersburgo – O Lada é uma das glórias da indústria soviética, agora russa! O carro surgiu nos anos 1960, feito com os italianos da Fiat numa cidade industrial fundada para o efeito, Togliattigrad. Os primeiros modelos eram parecidos com o famoso Fiat 124. Depois disso, o Lada já foi objecto de cooperação com os americanos da General Motors e com a Renault Nissan. Este modelo, dos finais do século XX, passeia-se na Praça de Santo Isaac, de São Petersburgo, em frente ao Palácio Mariinsky. Este último, que data dos anos 1830, é hoje a sede da Assembleia Legislativa da cidade e não deve ser confundido com o Teatro Mariinsky, tão importante quanto o Bolshoi de Moscovo. A estranha luz quase de pôr-do-sol é própria do fim de dia que, naquelas paragens, é perto das dez da noite. A estátua do Czar Nicolau I foi inaugurada no fim dos anos 1850, pouco depois da sua morte. Era, na altura, uma das raras estátuas equestres apoiada apenas em dois pontos, as duas patas traseiras.
DN, 10 de Abril de 2016

domingo, 10 de abril de 2016

Luz - A vida é super” e “Never”, em Alfama, Lisboa

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Numa rua estreita e minúscula de Alfama, um gigantesco camião transporta cerveja. Super Bock, está de ver. Naquele arremedo de esplanada, uma turista parece dialogar com o camião. (2015)