A caminho de Petra,
na Jordânia – A aproximação de Petra (cidade, templos, teatro, lojas
comerciais, avenidas, etc.) faz-se por um longo caminho estreito, entre
desfiladeiros cavados pela erosão do ar e da água e pelos homens em sua defesa.
São passagens muito apertadas e encravadas na rocha. Tem de se fazer o caminho
a pé ou a cavalo. A cidade nasceu pelo menos mil anos antes de Cristo. Os
Nabateus, seus principais habitantes, ocuparam os locais cerca de 300 AC.
Durante séculos, controlaram as rotas comerciais na região. Depois de mil e
quinhentos anos de vida próspera, um terramoto, no século VI, arrasou quase
tudo. Só recentemente, no século XIX, a localidade foi “redescoberta”
aproveitada por arqueólogos e turistas. A cidade fica na encruzilhada de
populações, entre o porto de Aqaba e o Mar Morto, entre o deserto do Wadi Rum e
Jerusalém. Sítios extraordinários que figuram em dezenas de filmes que nunca
esqueceremos, do “Lawrence da Arábia” à “Última Cruzada do Indiana Jones”. E
até o Tintim andou por aqui.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
Luz - Turista com eléctrico e Orpheu, Martim Moniz, em Lisboa
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No Martim Moniz, turistas embarcam no 28, o mais famoso dos eléctricos lisboetas. É o que vai do Martim Moniz aos Prazeres, a Campo de Ourique e à Estrela. Já vi filas com mais de duzentas pessoas à espera! No Verão, valia a pena a Carris pensar em aumentar a oferta nas suas linhas populares. E já agora reforçar a vigilância, dado que é a “cena” favorita dos carteiristas! Neste 28, ao lado da referência ao Orpheu e a Fernando Pessoa, uma fotografia publicitária que parece nada ter a ver com o poeta ou a poesia! Pode ser um daqueles instantâneos muito conhecidos relativos à implantação da República, que, de facto, deu muitos carros (a motor ou a cavalo, como este aqui) apinhados de manifestantes e de revolucionários. Não se percebe bem o que estará aqui a fazer esta imagem. Ou será de mais um golpe dos muitos que se fizeram naqueles anos? Será de 1915, como o cartaz refere? Nesse ano, a revolta contra o governo de Pimenta de Castro provocou a morte de umas centenas de pessoas, assim como a demissão de Manuel de Arriaga. Esta fotografia foi feita 100 anos depois! (2015)
Sem emenda - Um mundo maravilhoso
Não nos podemos queixar. Vivemos
tempos fascinantes num mundo maravilhoso. Nem sempre pelas boas razões, umas
vezes sim, outras não. Verdade é que, com tanto mal que nos ocupa o espírito, preenche
as páginas dos jornais e toma conta dos tempos de antena, nem nos damos conta
da beleza do mundo. Ou das suas surpresas. Nem dos pretextos que nos oferece
para sorrir.
Em Havana, Cuba, depois do Papa
Francisco, do Presidente Obama e dos Rolling Stones, chegou a vez da Chanel.
Com alguns dos mais bonitos modelos do mundo, Karl Lagarfeld presidiu, no Paseo
del Prado, a um monumental desfile de moda, como já não se via há mais de
cinquenta anos. A passagem de modelos teve lugar ao ar livre, só por convite.
Este fim-de-semana, reúne-se em
Pyongyang, capital da Coreia do Norte, o sétimo congresso do Partido Comunista.
Já não havia congressos há 36 anos, recorde de todas as ditaduras de esquerda e
de direita! A cidade vive em estado de mobilização há mais de dois meses. Desde
as 5 da manhã, os altifalantes públicos começam a despejar, pelas ruas da
cidade, apelos ao trabalho e músicas patriotas. Durante os trabalhos do
congresso, estão proibidos os casamentos e os funerais.
Donald Trump, candidato da
sociedade civil, sem máquina partidária, está praticamente designado como
candidato republicano às presidenciais. Depois de vencer no Estado de Indiana,
os seus rivais desistiram e já quase não há obstáculos a que este racista,
xenófobo, machista, homofóbico e autocrata seja definitiva e oficialmente o
candidato republicano. Terá provavelmente Hillary Clinton como adversária
democrata.
Em Londres, uma das mais
importantes cidades cristãs do mundo, realizaram-se eleições para o cargo de
Mayor. Concorriam o muçulmano trabalhista de origem paquistanesa Sadiq Khan e o
judeu conservador de origem alemã Zac Goldsmith. Venceu o trabalhista, que
assim sucede a Boris Johnson, conservador, candidato a líder do partido e uma
das principais figuras do Brexit, movimento que pretende que o Reino Unido saia
da União Europeia.
Eduardo Cunha, presidente da
Câmara dos Deputados brasileira, um dos carrascos da presidente Dilma, arguido
e investigado em casos de corrupção ligados à Lava Jato, foi suspenso das suas
funções pelo Supremo Tribunal Federal. Parece que um dos motivos era a forte
probabilidade de ele vir a ser presidente substituto, no caso de Dilma ser
afastada. Tal hipótese foi agora posta de parte.
Contra a opinião dos sindicatos e
dos pequenos partidos de esquerda, o Primeiro-ministro francês, o socialista
Manuel Vals, insiste em fazer aprovar, no Parlamento, uma lei que flexibiliza
os regimes laborais e reforça os poderes dos acordos de empresa que poderão
sobrepor-se aos regimes gerais e aos contratos colectivos.
Vítor Constâncio, Vice-Presidente
do BCE, Banco Central Europeu, continua a recusar prestar esclarecimentos ao
Parlamento português, insistindo em que o faria apenas ao Parlamento europeu.
Nos quatro meses de actividade,
depois da tomada de posse, o Governo português já nomeou, sem concurso, 275
dirigentes e altos funcionários do Estado.
O Presidente Marcelo quer
repensar e rever o Acordo Ortográfico. O Governo não quer uma coisa nem outra.
O Primeiro-ministro António Costa
inaugurou este fim-de-semana o túnel do Marão, um dos maiores da Península
Ibérica, assim como mais um troço (Amarante a Vila Real) da auto-estrada do
Porto a Bragança. António Costa convidou José Sócrates a assistir à
inauguração.
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DN, 8 de Maio de 2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Jacarandás diante do Parlamento, Lisboa – Os Jacarandás deste ano estão quase aí! Efémeros, mas fiéis. Breves, mas inesquecíveis. Um amigo, que cultiva a mesma busca anual, viu a primeira promessa deste ano perto do Museu das Janelas Verdes. Ainda estão tímidos, parecem ter receio de se mostrar. A chuva dos últimos dias não é muito estimulante para quem quer nascer. Mas já sabemos que, dentro de poucos dias, talvez uma ou duas semanas, esta cor começará a cobrir muitas ruas de Lisboa. Mas também jardins, praças e parques, de Santos ao Parque das Nações, do Eduardo VII ao Império e de Belém ao Jardim da Burra. A imagem que hoje publico tem alguns anos, mas é seguramente anunciadora do que veremos em breve.
DN, 8 de Maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
Luz - Leitora na esplanada da Somerset House, com trabalhadores de mudanças e construções, Londres
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Leitora na esplanada da Somerset House, com trabalhadores de mudanças e construções, Londres. Na imensa praça de Somerset House, trabalha-se para a preparação do que virá a ser um enorme palco de música. Entretanto, uma senhora lê e espera pelo namorado ou amigo que boi buscar bebidas. (2016)
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Na esplanada da La Défense, Paris – Um senhor telefona na imensa esplanada diante de “La Grande Arche de La defense”. Do Grande Arco, apenas se vê, à direita nesta imagem, o início de uma parede lateral. A escadaria, em primeiro plano, é da entrada para a estação de comboio e metropolitano. Arco, esplanada e grandes arranha-céus fazem parte de um imenso conjunto dito Bairro de Negócios de La Défense, construído nos anos oitenta e noventa no seguimento da grande avenida que parte dos Campos Elísios. Um percurso, uma espécie de Eixo Monumental Parisiense, ficou desenhado desde esta esplanada até ao Arco do Triunfo, ao Louvre e à Concórdia. A inauguração do Arco serviu para marcar os aniversários da Revolução francesa, da Torre Eiffel e da Declaração dos Direitos do Homem. Eram tempos das grandes obras de Mitterrand. Era mania bem francesa: no melhor estilo dos Faraós, os Presidentes tinham de realizar, durante os seus mandatos, uma “Grand oeuvre”. Coisa estranha, entre a arte, a alquimia, a maçonaria, a política e a obra de engenharia. Foram os “Grands travaux de Mitterrand”. Para ficar na história.
DN, 1 de Maio de 2016
Sem emenda - Pais e filhos. E professores…
A moda está a pegar. Já tínhamos
reuniões bilaterais periódicas, semanais ou não, entre os três partidos da
quase coligação, a fim de verificar, acompanhar e aprofundar. Sem falar nas
reuniões permanentes entre os representantes do governo e dos dois partidos que
apoiam mas não fazem parte. Já havia também as reuniões regulares entre os
responsáveis pelos grupos parlamentares dos três partidos e meio que apoiam o
governo. E ainda tínhamos as reuniões temáticas ou de grupos de trabalho dos
dois ou três partidos a fim de desenvolver legislação e programas específicos.
Agora, temos uma novidade absoluta: as reuniões trimestrais entre o ministro da
educação e os sindicatos de professores. Para acompanhar as medidas e a acção
do ministério, diz a FNE, Federação Nacional de Educação. Para avaliar as
políticas de educação, diz a FENPROF, Federação Nacional de Professores. Estas
reuniões não substituem as negociações laborais, que continuam com a sua
dinâmica própria.
Com as devidas distâncias e
diferenças, este procedimento faz lembrar um famigerado Estatuto do Estudante
outorgado há muitos anos por um dos governos de Cavaco Silva. Esse estatuto,
com a força de um decreto-lei que o aprovava e lhe dava força de lei, concedia
aos estudantes poderes e competências inimagináveis. Eram estudantes
universitários e do secundário, sublinhe-se. Participação em órgãos de
direcção, controle de gestão, co-gestão e avaliação, tudo era concedido aos
estudantes, os mais novos dos quais teriam cerca de 15 anos!
Nos dois casos, a demagogia e a
abdicação das responsabilidades governativas impressionam tanto quanto a
escolha de um parceiro privilegiado em detrimento dos outros interessados no
mesmo assunto ou na mesma política pública. Quem assim age, falará
evidentemente de democracia e diálogo! Mas não é uma coisa nem outra.
Corporativismo? Talvez. Infiltração política? Seguramente. Eleitoralismo?
Provavelmente.
É este o momento para recordar os
eternos marginalizados das políticas educativas: os Pais. Por vários motivos,
estes são sistematicamente afastados das responsabilidades que deveriam ser
suas. Uns não querem saber, gostariam mesmo que a escola se ocupasse de tudo e
o mais tempo possível, sendo uma espécie de substituto completo para as funções
paternas. Outros estão disponíveis e prontos a assumir responsabilidades, mas
foram praticamente expulsos das escolas, das reuniões, das preocupações e da
gestão. Muito poucos conseguem estar presentes e ser aceites. Na maioria dos
casos, são detestados pelo ministério, pelos professores e pelos sindicatos.
Durante décadas, nos textos de lei, falava-se de “comunidade educativa”, o que
ainda hoje acontece nalguns casos. Quando se lê com cuidado, rapidamente se
percebe que, para o ministério da educação e para os partidos políticos (pelo
menos o PS, o PSD e o PCP), a comunidade inclui os professores e os alunos,
ponto final. Nem autarcas, nem associações locais, nem sociedades, nem
empresários… E muito menos os pais. Metediços, ignorantes e incompetentes, são
os epítetos que muitos professores e quase todos os sindicatos reservam para os
pais dos seus alunos. No que são acompanhados pelo ministério que jamais fez
reais esforços para interessar os pais e lhes dar tempo, proporcionar
estruturas de participação sincera e atribuir responsabilidades e poderes.
Este é um velho e desastroso defeito
da educação em Portugal, da sua escola e das políticas educativas. Os
professores não são obrigados a ter em conta os pais e a sociedade. As
comunidades locais ficam indiferentes às suas escolas. Os alunos procuram
esgueirar-se entre pais e professores. Poucos pais assumem as suas
responsabilidades. Se alguém pretende melhorar a escola, é por aqui que deve
começar: pela comunidade e pelos pais.
DN, 1 de Maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
Luz - Visitantes da Tate Gallery, Londres
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O senhor vestido de negro é quase intrigante. Pela sua vestimenta, podia ser muitas coisas. Talvez fosse. Mas de uma fiquei depois com a certeza: fotógrafo! (2015)
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Sem emenda - A mentira mata!
O Governo não quer aprovar os
seus planos no Parlamento. Nem o Programa de Estabilidade (que antes se chamava
Estabilidade e Crescimento), nem o Programa Nacional de Reformas, uma versão
desenvolvida do documento vácuo que tínhamos conhecido há umas semanas. O
Governo entende, erradamente, que basta aprovar os seus planos, tão ou mais
importantes do que o orçamento anual, nas reuniões paralelas com o PCP e o
Bloco, após o que seguiriam para a União Europeia onde, com mais ou menos
dificuldade, tudo seria aprovado.
Como é evidente, tal visão das
coisas é pouco inteligente e nada democrática. As reuniões paralelas entre
aliados não substituem o parlamento. A aprovação dos programas a Assembleia, mesmo
que seja só com os votos dos aliados, dá força à posição do governo e do país.
Os cidadãos apreciam. A democracia funciona.
Ainda não se sabe se vai haver
voto formal ou não, nem quando. Mas é possível que tal aconteça. Pena é que
tenha de ser a oposição, sempre acusada de despeito, a insistir para que isso
se faça.
É verdade que, nestes
procedimentos, há um problema ainda não resolvido. Como fazer? Onde se deve
começar, em Lisboa ou em Bruxelas? Se os Programas forem primeiro aprovados em
Bruxelas, por funcionários, que deve fazer o parlamento nacional? Calar e consentir?
Ou recusar e criar um problema de todo o tamanho? Imagine-se então que os
programas são aprovados em Lisboa, no Parlamento, e só depois seguem para
Bruxelas. Se a União aprovar, não há problema, a não ser o da menoridade do
Parlamento nacional, pois as suas decisões necessitam de referenda. Mas se a
União não aprovar ou só o faça parcialmente, em que situação fica o Parlamento?
Má, seguramente. Nas condições de um governo maioritário e não endividado, as
soluções seriam encontradas com muita negociação e alguma diplomacia. Assim,
sem maioria mas com dívidas, o fim desta história será sempre negativo.
A não ser evidentemente que se
recorra à mentira, nova especialidade da política portuguesa. A exemplo do que
se tem passado com vários casos actuais, o Governo poderia mentir ao
Parlamento, à União e ao BCE. Com um pouco de sorte, poderíamos escapar por
entre as gotas de água.
É caso para perguntar: que se
passa com os dirigentes políticos portugueses? Raramente, na história recente
de Portugal, se chegou a um ponto como este, de mentira e calúnia! Nem durante
a revolução de 1975! O que se disse e fez a propósito do BPN, do BPP, do BCP,
do BES, do BANIF e agora do BPI, ultrapassa o conhecido e o tolerável. Foram
acusados de mentirosos um Presidente da República, três Primeiros-ministros,
outros tantos ministros das Finanças, o Governador do Banco de Portugal e o vice-presidente
do Banco Central Europeu, além de Comissários europeus, de banqueiros e
bancários. Quanto a deputados, estamos conversados: parlamentares de todos os
grupos acusaram e foram acusados de mentirosos.
O problema não é só de boas
maneiras. É também de informação aos cidadãos e de punição dos mentirosos. Mas
temos a infeliz certeza de que a política castiga mal a mentira. Tem sido
possível mentir na praça pública e ficar impune. Pior: é possível mentir numa
comissão de inquérito e nada acontecer.
O perjúrio em Portugal é
tolerado. Ou mesmo louvado. Um conhecido advogado afirmou um dia em público que
o “dever de qualquer advogado era o de mentir para defender o seu cliente”.
Ninguém, na magistratura, na Ordem, no Parlamento ou na universidade, reagiu.
Na política, não se pensa muito diferente. O êxito político justifica tudo.
Desculpa a mentira e o perjúrio.
A impunidade é, entre nós, uma
regra de comportamento. Um modo de vida. Com os conhecidos desastres dos
bancos, ficam impunes os desmandos dos políticos e dos banqueiros.
Mas a mentira mata! Sobretudo as
vítimas. Os cidadãos.
DN, 24 de Abril de 2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Chegada de soldados da Guiné a bordo do Niassa – No Verão de 1974, nas docas da Rocha do Conde de Óbidos, este navio prepara-se para desembarcar umas centenas de soldados acabados de chegar da Guiné. É uma das últimas viagens de regresso de soldados daquela colónia, que será independente poucos dias depois, a 24 de Setembro. No cais, o ambiente era de grande emoção, mas emoção alegre, percebe-se porquê. Foram momentos inesquecíveis para os que chegavam, os que esperavam e os que assistiam. Não muito longe dali, começam a empilhar-se os primeiros contentores com os bens dos repatriados e retornados. O navio Niassa serviu a tropa portuguesa durante uns anos nas suas viagens para o Ultramar. Assegurava parte do transporte de soldados para a Guiné, Angola e Moçambique. Em Abril de 1974, duas semanas antes do 25, as Brigadas Revolucionárias fizeram explodir uma bomba a bordo deste navio. O rombo não foi grande. O barco partiu à mesma, logo na manhã seguinte. Já lá vão mais de quarenta anos!
DN, 24 de Abril de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Luz - Mensagens chinesas, no Intendente, em Lisboa
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Numa rua particularmente frequentada por Orientais, este “placard” serve para trocar mensagens comerciais de toda a espécie. Tem tudo, recados, “precisa-se”, “oferece-se” e “procura-se”. Pedi a um rapaz que me traduzisse alguns, disse duas ou três palavras, “coisas para vender”, mas não quis entrar em pormenores. E eu não percebi tudo… (2015)
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