Chegada de soldados da Guiné a bordo do Niassa – No Verão de 1974, nas docas da Rocha do Conde de Óbidos, este navio prepara-se para desembarcar umas centenas de soldados acabados de chegar da Guiné. É uma das últimas viagens de regresso de soldados daquela colónia, que será independente poucos dias depois, a 24 de Setembro. No cais, o ambiente era de grande emoção, mas emoção alegre, percebe-se porquê. Foram momentos inesquecíveis para os que chegavam, os que esperavam e os que assistiam. Não muito longe dali, começam a empilhar-se os primeiros contentores com os bens dos repatriados e retornados. O navio Niassa serviu a tropa portuguesa durante uns anos nas suas viagens para o Ultramar. Assegurava parte do transporte de soldados para a Guiné, Angola e Moçambique. Em Abril de 1974, duas semanas antes do 25, as Brigadas Revolucionárias fizeram explodir uma bomba a bordo deste navio. O rombo não foi grande. O barco partiu à mesma, logo na manhã seguinte. Já lá vão mais de quarenta anos!
DN, 24 de Abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Luz - Mensagens chinesas, no Intendente, em Lisboa
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Numa rua particularmente frequentada por Orientais, este “placard” serve para trocar mensagens comerciais de toda a espécie. Tem tudo, recados, “precisa-se”, “oferece-se” e “procura-se”. Pedi a um rapaz que me traduzisse alguns, disse duas ou três palavras, “coisas para vender”, mas não quis entrar em pormenores. E eu não percebi tudo… (2015)
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Sem emenda - O Governo dos rapazes
Estes têm sido dias difíceis. Não
por cansaço, que ainda não é tempo para tanto. Mas por falta de perícia. E de
sabedoria. A remodelação de um ministro e dois secretários de Estado foi
desagradável. Não mais do que isso, mas suficiente para revelar desordem nos
espíritos.
O processo que conduziu à
demissão do Chefe de Estado-maior do Exército tresanda a política, oportunismo
e rivalidade. A posição do ministro ficou frágil.
A Educação parece calma, pois os
sindicatos entenderam que era melhor abrandar a fim de bater mais tarde. O
ministro não acerta, mas contenta os clientes. Ganha tempo, mas perde força.
Já se começam a sentir os efeitos
das mãos generosas do governo. Por um lado, subida nas sondagens. Não muito,
mas o suficiente para fazer sorrir. Por outro lado, o aperto financeiro.
Começam a desaparecer as “folgas”…
A questão das nomeações continua
viva. Há anos. Com todos os governos. Desta vez, com o Bloco e o PCP no radar,
será ainda mais complexo. Cargos para os camaradas surgem todos os dias.
Dirigentes seleccionados pela CRESAP já foram substituídos por decisão política
discricionária. São inéditos os ataques ao Banco de Portugal.
Foi insólita a designação,
nomeação e contratação do “meu melhor amigo há muitos anos” para tratar das
situações delicadas, da TAP ao BANIF e ao BES passando por Angola… Assim é que
se perpetua uma prática que conduziu à decapitação do Estado. Retirou-se-lhe a
capacidade técnica e científica e procura-se nos escritórios, nas agências e
nas empresas de consultoria os juristas, os advogados, os economistas e os
engenheiros à altura. O Estado não emagrece, perde a cabeça. E fica dependente.
As trocas de acusações entre o
Governo, os partidos, o Banco de Portugal, o Banco Central Europeu e a Comissão
da União Europeia já foram longe de mais e deixaram sequelas. A esta altura de
responsabilidades é impossível ficar impune e imune. Os acima nomeados já se
trataram de mentirosos… Nunca se viu uma tal guerra aberta e ácida que
enfraquece o país e a economia. É possível que a banca portuguesa não se venha
a recompor tão cedo! Já tínhamos um logo percurso de erros, aldrabices e
imperícia. Com a situação financeira internacional menos dramática, esperava-se
que fosse possível salvar alguma coisa da banca portuguesa ou manter os pilares
e as traves mestras de um sistema financeiro. É cada vez mais causa perdida.
O primeiro-ministro está
radiante. Acredita no seu talento negocial e naquilo a que os jornalistas
chamam há vários meses a sua grande habilidade, sem se dar conta de que é o
pior que se pode dizer de alguém. Está satisfeito com a suavidade do Presidente
Marcelo. Jubila com a cordialidade pacata do Bloco e a macieza do PCP.
Liderar um governo ou um país tem
exigências. Uma delas consiste na necessidade de ser ou ter algo mais do que
jeito para resolver problemas. A direcção política não se resume à habilidade
para tratar de conflitos. A negociação permanente com os partidos, parceiros e
grupos de pressão traz informação e traquejo, há mesmo quem lhe chame
democracia, o que não é a mesma coisa. Mas é errada a crença de que a liderança
resulta da negociação. É exactamente o contrário. A boa negociação resulta da
capacidade de liderança. Da inspiração. Da existência de uma política.
Das peças avulso de um puzzle não
sai uma imagem. A percepção da imagem é que vai ordenar as peças. Das azinhagas
não sai um percurso. É o objectivo que selecciona os caminhos, o fim que define
os meios. Ao contrário do que gostam de dizer os adolescentes românticos, o
caminho não se faz caminhando. É o destino que desenha o itinerário.
É provável que António Costa
venha a dizer aos colaboradores, aos membros do governo e aos apoiantes no
Parlamento: “Já que sou o vosso Primeiro-ministro, sigo-vos!”.
DN, 17 de Abril de 2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
A Apple em Barcelona
– Uma loja como esta poderia ficar em qualquer sítio do mundo, Lisboa, Xangai
ou São Francisco. É aqui ao lado, em Barcelona. Com mesas iguais, da mesma cor,
com disposição idêntica e com as facilidades de consulta aqui visíveis, já as vi
naquelas e noutras cidades. Eventualmente, numas há iPad e noutras iPhone ou
ambos. Em tempos em que tanto se festeja a diversidade e a diferença, há marcas
e produtos que insistem na uniformidade, na consistência de uma imagem e na
familiaridade que daí resulta. Em Barcelona, a operação publicitada era a de
lançamento de mais uma tablete, um iPad de último grito. A sede ficava bem no
centro da Praça da Catalunha, um dos sítios comerciais mais reputados da
cidade. Só era admitido um certo número de pessoas de cada vez. Para entrar,
era necessário esperar que alguém saísse. Lá dentro, apesar da multidão e das
filas de espera, era o silêncio. Na verdade, tratava-se de um lugar de culto…
DN, 17 de Abril de
2016
domingo, 17 de abril de 2016
Luz - Velha cabine telefónica, sem telefone, mas com Internet e Multibanco, em Knightsbridge, Londre
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Grande solução para aproveitamento destas famosas e belas cabines de telefone. De um lado, caixa de Multibanco. Do outro, oposto a este, um teclado e um acesso à Internet por um preço muito reduzido. Parece que ficaram todos a ganhar, os amantes da conservação e os sequiosos de modernidade! (2015)
sábado, 16 de abril de 2016
Sem emenda - Um país normal
As dificuldades na formação do
governo, que bem conhecemos há poucos meses, são agora comuns. Aqui ao lado, a
Espanha, com quem ficamos sempre a perder nas comparações, mostra que se pode
viver sem governo e sem coligações durante meses. Já a Bélgica, durante quase
dois anos, tinha revelado o mesmo jeito. A Itália e a Holanda também eram
conhecidas por isso. Uma partidocracia obsoleta, predadora da democracia e
incapaz de diálogo não parece ser privilégio ou exclusivo nosso!
As vias misteriosas da corrupção
e do nepotismo multiplicam-se, mas a impotência da Justiça e das polícias de
investigação cresce ainda mais. O universo opaco dos negócios, dos favores, das
privatizações maliciosas e da internacionalização enviesada vai-se tornando
mais denso. Das telecomunicações aos serviços financeiros, da energia aos
petróleos, dos grandes serviços públicos à construção, a rede desenvolve-se.
Parece também já ter chegado aos vistos de residência e aos transportes aéreos.
As investigações alargam-se. As denúncias repetem-se. As acusações aumentam.
Desconfia-se cada vez mais, sabe-se cada vez menos. Luxemburgo e Suíça, México
e Brasil ficam aqui perto. Portugal figura no Lava Jato e no escritório do Panamá.
É finalmente claro que Portugal faz parte do jogo. A corrupção é inclusiva, não
deixa ninguém de fora.
Descobrem-se umas centenas de
nomes portugueses nos ficheiros de uma lavandaria financeira do Panamá. Nada de
especial a assinalar. Milhares de outros nomes preenchem as listas de clientes.
Da Rússia, da Grã-Bretanha, de Espanha, de França e da Máfia. Não estamos
sozinhos.
Há grande número de ex-políticos
(de deputado a primeiro-ministro, passando por secretário de Estado, ministro e
chefe de grupo parlamentar) visados pela justiça. Tal como dezenas de
capitalistas, empresários, autarcas, altos funcionários, directores de polícias
e advogados suspeitos, investigados e escutados. Bem vistas as coisas, nada muito
diferente do que conhecemos em tantos países, da Espanha à Grécia, da Itália à
França. Nem a Alemanha ou a Grã-Bretanha escapam. Talvez haja uma pequena
diferença: na maior parte desses países, chega-se a uma conclusão e a uma sentença.
Aqui, é mais difícil.
Um ministro faz e diz disparates
de tal modo inconvenientes que é forçado a pedir a demissão após poucos meses
de mandato, antes mesmo de fazer qualquer coisa que se veja. Eis que não é novo
entre nós, mas sobretudo que também se vê noutros países, de França a
Inglaterra, da Grécia à Islândia e até na Alemanha.
Uma velha frase muito cá de casa,
“Isto só em Portugal!”, está a perder validade. Já quase nada se pode dizer que
seja “só em Portugal”! Porque ficámos iguais aos outros ou porque abandonámos
alguns velhos incómodos. Já não nos distinguimos por termos muitos analfabetos,
muita mortalidade infantil, muita tuberculose, uma reduzida esperança de vida,
um baixo consumo de proteínas, uma vetusta censura e uma velha ditadura!
Portugal já virou essas páginas. Parecemo-nos cada vez mais com os nossos vizinhos
europeus. Começamos a merecer ser incluídos na lista dos ricos, dos civilizados
e dos desenvolvidos.
Talvez a absoluta falta de jeito
dos Portugueses para a criação e manutenção de bancos, sobretudo honestos, seja
uma das características singulares do nosso país. Com excepção de um ou dois
casos, a história da banca portuguesa parece uma narrativa dramática de
falências, desonestidade e cumplicidade política. Banco português, propriedade
de capitalistas e banqueiros portugueses, com maioria de accionistas
portugueses e presença dominante de famílias portuguesas é sinal de desastre!
Um país normal? Quase…
.
DN, 10 de Abril de
2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Lada, Nicolau I e Palácio Mariinsky, em São Petersburgo – O Lada é uma das glórias da indústria soviética, agora russa! O carro surgiu nos anos 1960, feito com os italianos da Fiat numa cidade industrial fundada para o efeito, Togliattigrad. Os primeiros modelos eram parecidos com o famoso Fiat 124. Depois disso, o Lada já foi objecto de cooperação com os americanos da General Motors e com a Renault Nissan. Este modelo, dos finais do século XX, passeia-se na Praça de Santo Isaac, de São Petersburgo, em frente ao Palácio Mariinsky. Este último, que data dos anos 1830, é hoje a sede da Assembleia Legislativa da cidade e não deve ser confundido com o Teatro Mariinsky, tão importante quanto o Bolshoi de Moscovo. A estranha luz quase de pôr-do-sol é própria do fim de dia que, naquelas paragens, é perto das dez da noite. A estátua do Czar Nicolau I foi inaugurada no fim dos anos 1850, pouco depois da sua morte. Era, na altura, uma das raras estátuas equestres apoiada apenas em dois pontos, as duas patas traseiras.
DN, 10 de Abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Luz - A vida é super” e “Never”, em Alfama, Lisboa
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Numa rua estreita e minúscula de Alfama, um gigantesco camião transporta cerveja. Super Bock, está de ver. Naquele arremedo de esplanada, uma turista parece dialogar com o camião. (2015)
terça-feira, 5 de abril de 2016
Sem emenda - Integração e Multiculturalismo
Não é aconselhável confundir
refugiado com imigrante, mas a verdade é que não se tem feito outra coisa. Só
na Europa, o número de candidatos a refugiado é tal que quase estamos a falar
de vagas de imigração. Como sempre, a difícil questão continua a ser: qual a
política de acolhimento de imigrantes?
Há duas maneiras de organizar a
recepção de imigrantes. Uma tem a designação genérica de integração. A outra de
multiculturalismo. Sem contar os compromissos e as variedades possíveis, são
estas as duas políticas essenciais.
Pela integração, são feitos
esforços para assimilar e incluir os imigrantes nas sociedades onde vivem. São-lhes
facultadas as condições necessárias à aprendizagem da língua, ao acatamento das
leis vigentes, ao respeito pelos costumes, ao benefício dos direitos existentes
e ao cumprimento dos deveres cívicos. Haverá certamente áreas de privacidade,
incluindo religiosas, que os imigrantes poderão preservar, desde que não sejam
incompatíveis, publicamente, com a ordem existente. Numa sociedade integrada,
tendencialmente toda a gente vive com toda a gente, não há bairros segregados,
nem guetos. As escolas são frequentadas por todos. O mesmo se aplica aos
hospitais, aos tribunais e aos espaços públicos. Na Europa, os imigrantes têm o
dever de respeitar o “ethos” cívico e
democrático que caracteriza actualmente as sociedades deste continente. Estou
convencido que a integração é, para a liberdade individual e a democracia, mas
também para o bem-estar dos imigrantes, uma política superior e vantajosa!
Pelo multiculturalismo, tudo é
feito, nas sociedades de acolhimento, para que os imigrantes possam manter e
cultivar as suas tradições, regras de vida e valores, tanto privados como públicos.
Numa sociedade multicultural, os bairros dividem-se, planeada ou
espontaneamente, por etnias, as escolas são diferentes para cada grupo, podendo
as instituições ter regras diferenciadas. A segregação pode ver-se no
urbanismo, na economia doméstica e no emprego. Pode ser reflexo de autodefesa dos
grupos minoritários ou da recusa da integração. As burcas e os niqab, a
poligamia, a excisão das mulheres, a venda de crianças, as várias formas de
escravatura, a proibição de bebidas alcoólicas, a interdição de conduzir
automóveis, os casamentos contratados de crianças, as regras do poder conjugal,
paternal e marital, assim como do poder político do sacerdote, são alguns dos
exemplos de tradições que fazem parte das culturas não ocidentais. Creio que a
fragmentação social, para não dizer “apartheid”, levada a cabo pelo
multiculturalismo pode destruir os sistemas democráticos.
As questões de integração e do
multiculturalismo têm sido abordadas a propósito dos atentados terroristas
islâmicos. Não tem faltado quem os procure justificar com as famosas condições
sociais. E com os traumas históricos. Ora, são cada vez mais débeis os
argumentos que defendem haver uma relação entre imigração e terrorismo. Há hoje
dezenas de milhões de imigrantes estabelecidos em comunidades onde não há
qualquer terrorismo. Os Europeus têm dificuldade em tratar destes problemas com
clareza. Deixam-se atrair pela demagogia com facilidade. Sentem culpas
históricas próprias do pesado “fardo do homem branco”. Querem hoje redimir-se das
suas culpas reais e fantasmagóricas do passado. Querem refazer a história.
Foram incapazes de compreender os refugiados e repatriados brancos de África e
de outras paragens. Classificaram de retornadas pessoas que nunca tinham visto,
nascido ou vivido nas metrópoles… Para os Europeus com mal da história, um
branco rodesiano ou moçambicano não vale um muçulmano francês ou belga. Pobres
europeus que assim desistem e assim se culpam!
DN, 3 de Abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Na Pirâmide do Louvre, Paris – Concluída em 1989, a Pirâmide do Louvre foi mandada executar pelo então Presidente François Mitterrand. O arquitecto chinês I. M. Pei foi o seu autor. No meio do grande pátio dito de Napoleão, este edifício funciona como porta de entrada para o Museu. A construção, designada “faraónica” pelos seus críticos, provocou polémica desde o princípio. A sua concepção “futurista” ou “vanguardista” chocaria com o grande palácio clássico à sua volta. Para os que lhe são favoráveis, este é um exemplo de equilíbrio entre diferentes e de harmonia de contrastes. Devo dizer que, de início, a “coisa” me irritou. Com o tempo, fui-me habituando. Graças ao novo espaço organizado pelas Pirâmides (há outras mais pequenas ao lado, incluindo uma “Pirâmide invertida”…), a entrada no Museu, antes caótica, está agora mais eficiente. Apesar disso, quando penso no maravilhoso pátio “Cour Carrée”, ali ao lado, ou quando vejo as imagens do Louvre sem Pirâmide, ainda prefiro o antigo despojamento.
DN, 3 de Abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
Luz - Vendedora de fast food, num stand de rua, em Beijing, China.
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O olhar orgulhoso da vendedora, quem sabe se em pose habituada, foi o ponto de atracção para esta imagem. Depois, foram os “pitéus”, entre cobras, larvas, casulos e vermes… Ainda me deixei tentar por um vizinho desta senhora, um que vendia espetadas com grande nacos de fruta fresca mergulhados em açúcar caramelizado… Mas esta bicharada… Nem pensar! Nem estes, nem as centopeias, aranhas, baratas, lacraus e escaravelhos gigantes oferecidos pelos outros vendedores! Fiz um passeio ao longo de dezenas de quiosques destes à procura de um ocidental, europeu ou americano que realmente estivesse a degustar aqueles bichos. Nem um! Alguns riam muito, faziam troça e fugiam. Outros ficavam amarelos ou pálidos e desapareciam. Outros, finalmente, gabavam-se de comer, de já ter comido, de que era fácil e de que era gostoso não fossem os preconceitos dos ocidentais… Mas, chegada a hora, nem um se atreveu! Não tinham apetite naquele momento, disse um alemão! (2014)
Sem Emenda - As Minhas Fotografias
Senhora “Rom” com criança, a pedir esmola, no Boulevard Saint Germain, Paris
O termo “Rom”, usado em várias línguas, não tem tradição em Portugal. Aqui, fala-se de Ciganos. Noutros países, diz-se “Gitans”, “Gypsies”, “Roma” ou “Romani”. Os Ciganos ou Gitans recusam o termo “Rom”. Este povo tem origem no Norte da Índia. Concentraram-se nos Balcãs, na Roménia, na Bulgária e na Turquia, mas há comunidades em vários países europeus, até nos Estados Unidos e no Brasil. Por todo o lado, já foram expulsos, perseguidos, gaseados, esterilizados e massacrados. Em geral, defendem-se lutando contra a integração e recusando alojamentos, escolas oficiais, legalização, serviço militar ou bilhete de identidade. Há ciganos mais ou menos cristãos, assim como mais ou menos muçulmanos. Há grupos estabelecidos, mas também há nómadas e ambulantes. Hoje, pela Europa fora, vindos da Roménia ou de qualquer outro país, são muitos os que fazem “biscates”, pedem esmola ou procuram sobras e restos.
DN, 27 de Março de 2016
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