domingo, 2 de agosto de 2015

Luz - Cais das Colunas, Praça do Comércio, Lisboa

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É possível que este local se tenha tornado uma dos “spots” mais visitados e mais fotografados de Lisboa e de Portugal. Em certo sentido e sem comparar com as belezas excepcionais (como sejam a região do Douro, os Açores, o mosteiro de Alcobaça…), devo dizer que o merece. O sítio, pela topografia e pela história, tem qualquer coisa de mágico. Não foi dali que as míticas caravelas partiram, mas toda a gente, a começar pelos turistas, pensam isso! Quando por ali ando, a passear ou a fotografar (o que faço, naquele local, há mais de trinta anos), olho para as caras dos outros, passantes e turistas: todos têm o ar sério de quem está diante da História! Ou de quem por ela está subjugado. Mesmo agora, com selfies e auscultadores, ou com “piercings” e tatuagens, ninguém resiste a um pouco de meditação diante do Cais das Colunas! Na outra margem, o Barreiro industrial (deveria agora dizer-se ex-industrial), a Lisnave (o que dela resta na Margueira) e o Cristo Rei não são os melhores conselheiros para sonhar e meditar com a história nacional. Talvez Belém. Ou, melhor ainda, o Cabo Espichel… (2014)

domingo, 26 de julho de 2015

Luz - Hotel em Tróia

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Plano interior de um hotel de Tróia. Estive mais de vinte anos sem vir por estes lados. A penúltima vez que lá passei, vivia-se em clima de crise (empresas praticamente falida, degradação das instalações e dos equipamentos), os edifícios estavam velhos, os clientes arrastavam-se… Agora, as coisas parecem ter melhorado. As famosas torres foram derrubadas, ou antes, “implodiram”, construíram-se novas moradias e novos edifícios, fez-se um novo casino… Quando por lá passei, há menos de um ano, havia pouca gente nas ruas, nos hotéis e no casino. Mas pessoas que lá trabalham disseram que o “resort” estava a progredir… Apesar do clima de crise… (2014)

domingo, 19 de julho de 2015

Luz - Terreiro do Paço, Lisboa.

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Já aqui um dia um comentário de uma leitora sublinhava o facto de uma fotografia não dizer nada do local onde tinha sido feita. Podia ter sido em qualquer sítio… Concordei, mas não considero o facto negativo. Na verdade, este blogue não é sobre Lisboa, é sobre a luz… Nesse espírito, insisto! Este passeante, sozinho, vestido como quem trabalha em escritório, com chapéu quase de férias e com deliciosa sola de sapato, estava a pedir uma fotografia. De costas, como tantas vezes faço, na tentativa de estar a ver o que as pessoas vêem ou de me dirigir para onde elas vão. (2014)

domingo, 12 de julho de 2015

Luz - Ribeira das Naus, Lisboa

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Duas turistas acaloradas repousam e bebem água à beira Tejo. Uma delas ostenta uma horrenda “tatuagem” com gaiola e literatura chinesa. Bem que gostava de saber o que dizem os ideogramas! Seria engraçado que ela julgasse que se trata de poesia oriental, mas que o artista que tatuou se tivesse dado a uma liberdade poética e escrevesse qualquer coisa de inconveniente… Neste novo sítio de Lisboa, ou antes, neste velho sítio, tanto tempo desprezado e agora renovado e arranjado, os turistas são aos milhares todos os dias. Já lá os vi com e sem sol, com e sem calor, com e sem chuva. Assim como com e sem vento. Este é, aliás, um dos piores incómodos de Lisboa ao ar livre. Mas foi seguramente esta uma das razões do abandono a que foi votada a Lisboa do rio, assim como um motivo para a quase inexistência, durante décadas e décadas, de esplanadas na cidade. Agora, com meios de protecção de toda a espécie, são finalmente possíveis um copo ou uma refeição ao ar livre e com a maravilhosa luz de Lisboa ao fim da tarde. Pena é que venham cada vez mais os piercings, as tatuagens, os brincos extravagantes, os cadeados e as grilhetas penduradas do nariz… (2014)

sábado, 4 de julho de 2015

Douro, lugar de um encontro feliz - Exposição de fotografias

CONVITE

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Press Release
O Museu do Douro inaugura no dia 10 de Julho a exposição de fotografias de António Barreto: “Douro, lugar de um encontro feliz”. A exposição é comissariada por Ângela Camila Castelo-Branco que seleccionou para a mostra fotografias do autor realizadas entre 1978 e 2014. O projecto teve como parceiros a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial.
A exposição consta de 55 fotografias a cores e a preto-e-branco mostrando a diversidade de pontos de vista e de impressões proporcionada pela Região, com particular foco nas vinhas, no vinho, no rio e nos socalcos e encostas dos vales do Douro e seus afluentes. Nesta região, ocorreu, há séculos, um encontro feliz entre trabalhadores, lavradores e comerciantes, entre portugueses e estrangeiros (ingleses, escoceses, holandeses…), de que resultou um grande vinho e uma paisagem única. Esta última, de excepcional beleza, é o resultado de um enorme esforço humano de trabalho, cuidado e disciplina. Assim como é testemunho de capítulos importantes da história de Portugal e do seu comércio.
A exposição estará patente ao público, na sede do Museu do Douro, no Peso da Régua, de 10 de Julho a 28 de Setembro de 2015. Depois deste período, entra em itinerância pela Região Demarcada do Douro.
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António Barreto nasceu no Porto em 1942. Sociólogo, professor universitário e político, foi deputado e membro do governo, assim como colunista de vários jornais. Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Prémio Montaigne em 2004. Autor da série de televisão “Portugal, um retrato social” e do documentário “As horas do Douro”. Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, de 2009 a 2014. Sócio fundador da APPh. (Associação Portuguesa de Photographia). Autor de vários livros, entre os quais “Um Retrato do Douro”, “Douro”, “Fotografias 1967-2010” e “Douro; Rio, Gente e Vinho”.-Branco nasceu em Lourenço Marques, Moçambique,
Ângela Camila Castelo-Branco nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, em 1966. É documentalista no Arquivo Histórico da RTP (Rádio Televisão de Portugal). Estudou fotografia no AR.CO (Centro de Arte & Comunicação Visual) de 1993 a 1997. Foi comissária de diversas exposições. Proferiu conferências. Tem publicado vários textos sobre História da Fotografia. Foi responsável pela organização e selecção iconográficas de vários livros. Coleccionadora de fotografias de Portugal e das ex-colónias. Sócia fundadora e membro da Direcção da Associação Portuguesa de Photographia (APPh.).
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domingo, 28 de junho de 2015

Luz - Ponte D. Luis, na Ribeira do Porto, a terminar nas brumas de Gaia.

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A fotografia foi feita de manhã. As brumas e os nevoeiros do Porto e de Gaia são famosos e muito fotogénicos. No primeiro plano, dois dos muitos barcos de recreio que agora são numerosos e que trouxeram uma vida nova, seja a esta Ribeira, seja ao rio Douro, vale acima. (2014)

domingo, 21 de junho de 2015

Luz - Cais das Colunas, Terreiro do Paço, à beira Tejo, Lisboa

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Talvez não seja evidente, mas a parte que se vê da margem do rio, em primeiro plano, é mesmo o princípio do Cais das Colunas. Este foi restaurado, recomposto e arranjado como parte das grandes e atrasadas obras da Praça do Comércio, da Ribeira das Naus, do Cais do Sodré e vizinhanças. Tudo demorou tempo a mais. Nada verdadeiramente acabou ainda, podem ver-se por ali restos de obras, ajustes ulteriores, desvios provisórios e outros dispositivos da nossa imaginação poderosa para designar coisas mal acabadas! Mas é verdade que, no conjunto, está ali uma nova área interessante para o passeio, a estética, o turismo, o património e a urbanização. Ainda faltam muitas árvores, talvez cresçam! Este Cais das Colunas, com os seus mitos e encantos, é dos pontos que atrai mais gente aos gritinhos a fazer “selfies” e outras parvoíces. Mas também há quem vá para ali simplesmente ler! Ao fundo e à direita da fotografia, restos da velha Estação do Terreiro do Paço onde partem barcos de recreio e cruzeiro no Tejo, assim como as linhas de passageiros para o Montijo. O velho edifício está agora podre. Em vez de ser aproveitado, foi abandonado, para dar lugar a um novo mesmo ao lado. Ficámos com os dois. O que aqui se vê, com ancoradouro e plataforma de embarque, é o velho. (2014)

domingo, 14 de junho de 2015

Luz - O rio Douro, na Régua

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O rio corre da esquerda para a direita da fotografia. Ao fundo, aquele monte, na minha juventude, estava quase desabitado. Em baixo, ficavam Godim, os Quatro Caminhos e o Salgueiral. A estrada continuava para a Rede, Mesão Frio, Amarante e o Porto. Lá em cima, ficavam Fontelas, Loureiro e uma mão cheia de lugares. Hoje, já se pode ver a urbanização a subir pela montanha fora. A beleza da paisagem não é a primeira realidade a ser preservada! Na imagem, percebe-se como o rio dá uma curva enorme para a esquerda, em direcção a Resende, Caldas de Aregos, Entre-os-Rios, Castelo de Paiva e até ao Porto. Esta curva e esta paisagem foram festejadas por Ramalho Ortigão, num seu escrito incluído nas “Farpas”. Dormiu lá em cima, numa quinta de gente amiga. De manhã, ao acordar, deparou-se com esta mesma paisagem (vista ao contrário) e ficou extasiado! Talvez hoje, com as construções, o casario, as torres e os prédios, não tivesse o mesmo espanto. Mas o vale do Douro e a curva do rio ainda lá estão para nos fazer reter a respiração! (2014)

domingo, 7 de junho de 2015

Luz - Nas margens do rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia.

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Pai e filha, na Ribeira, ao pé do rio. Em frente, do lado de lá do Douro, escondida na bruma da manhã, Vila Nova de Gaia, na zona dos grandes armazéns e das caves de vinho. (2014)

domingo, 31 de maio de 2015

Luz-Nas margens do rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia.

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Pai e filha, na Ribeira, ao pé do rio. Em frente, do lado de lá do Douro, escondida na bruma da manhã, Vila Nova de Gaia, na zona dos grandes armazéns e das caves de vinho. (2014)

domingo, 24 de maio de 2015

Luz-Nas margens do Tejo, Lisboa

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Vista de cacilheiros ou equiparados, em frente ao Terreiro do Paço, a caminho de Almada ou do Barreiro. (2014)

domingo, 17 de maio de 2015

Luz-Nas margens do rio Nilo, Egipto.

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Algures entre Luxor e Edfu. A descida do Nilo, em barco de cruzeiro, desde Assuão, no Sul do Egipto (onde se construiu a grande barragem e se fez a respectiva albufeira), até perto do Cairo, é uma das viagens com que se sonha desde pequenino. Esperei sessenta anos. Finalmente, foi possível. Além de muitos outros menos conhecidos, lugares mágicos como Abu Simbel, Luxor, o templo de Karnak, o Vale dos Reis e a pirâmide de Saqqara, passear no deserto e descer o rio Nilo de barco eram sonhos inevitáveis. O percurso era de encanto e deslumbramento. No barco, com tempo e vagar, aproveitavam-se os dias para ler e estudar. E ficar horas encostado à amurada a olhar. Para fotografar e descansar. E tomar refrescos sem parar. Na parte mais fértil das margens do rio, tudo correspondia ao que se dizia e aprendia na escola. Aquelas são das terras mais produtivas do mundo, dão várias colheitas por ano e há uma actividade agrária incrível em, todo o sítio. Parece que há menos actividade e menos produção do que antigamente, dado que a barragem de Assuão e a regularização do rio e das cheias trouxe alterações ecológicas prejudiciais. Mas o que se vê nas margens é igual ao que dizem os lugares comuns e os mitos! (2006)

domingo, 10 de maio de 2015

Luz-Casario moderno em Jerusalém.


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Bairros e partes da cidade moderna vistos do meu hotel. A cidade moderna parece-se mais ou menos com isto: tudo em construção. Casas com dois a quatro andares, em maioria. Novos edifícios com dez, vinte ou trinta andares a crescer por todo o lado. É curioso que haja alguma homogeneidade nos estilos de construção e nas cores dos edifícios. A cor de areia domina tudo. O que aliás se repete na parte velha da cidade, nas muralhas, nos monumentos, nos templos e nos edifícios públicos. Não cheguei a perceber se era espontâneo, tradição, norma ou imposição. Mas pareceu mais que se tratava desta última. Dá alguma alegria ver que numa cidade de região árida, as árvores (ciprestes, cedros, oliveiras…) espalham-se por todo o tecido urbano. Não há muitos parques, mas árvores não faltam. (2012)

sábado, 2 de maio de 2015

Luz-Rua de Jerusalém

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Uma qualquer rua, a uma qualquer hora. Há elementos casuais de composição prévia e de ironia posterior. Um sentido proibido. Uma loja chamada TNT. Uma menina de capuchinho vermelho. Três soldados de patrulha fortemente armados. Dois rapazes em conversa e telemóvel. Um lugar da fruta e de gelados Olá… Os soldados e as suas armas são evidentemente o factor perturbador de uma rua qualquer a uma qualquer hora. Mas em Jerusalém, é assim. Entre a paz e a guerra. Estive na cidade poucos dias, mas nunca esquecerei. O peso e a densidade da história. A pluralidade tensa. O significado de tudo, dos palácios aos templos, das pedras às ervas e às árvores. A civilização contemporânea vai-se imiscuindo por entre os vestígios e restos de três ou quatro mil anos de vida e de conflito. Ali percebi que há problemas sem solução, guerras perpétuas e conflitos como modo de vida. O máximo que se poderá conseguir é aprender a viver assim, com conflito, guerra, tensão e rivalidade. Com solução é que não. (2012)

domingo, 26 de abril de 2015

Luz - Um quiosque de jornais, Lapa, Lisboa

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É o quiosque da esquina da rua Borges Carneiro com as ruas da Lapa, dos Navegantes e do Quelhas. Por outras palavras, é o quiosque dos “Quatro Caminhos”. Todos os dias, venho aqui ver as novidades. Todos os dias esta organização zela por mim e faz-me chegar os jornais e revistas. A Maria Irene e o Floriano tratam do negócio e ocupam-se dos clientes como se fossem seus amigos. Declaração de interesses: frequento este quiosque com grande regularidade.

domingo, 19 de abril de 2015

Luz - O Chef, Lapa, em Lisboa

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É uma formidável loja de “comida pronta”, mas também restaurante, café e casa de chá. Há momentos do dia em que a paz é total, ali se pode ler o jornal, beber o café, descansar ou meditar. É ali que se podem resolver, com mérito e benefício, todos os problemas de refeições fora de horas e de faltas imprevistas no frigorífico. Pode comprar-se e levar para casa, pode comer ali numa mesa a qualquer hora. É uma casa de fidelidades: há pessoas que ali vão, regularmente, há décadas. Há outras que passam quase todos os dias. Há os regulares, a dias certos e a horas exactas. Só falta mesmo dizer que a comida é excelente. Com especial menção para as empadas, os ovos verdes, a massinha chinesa, a massa com camarão, a feijoada, o arroz de pato, os famosos “queques do Chef”… Declaração de interesses: frequento o Chef com grande regularidade.

domingo, 12 de abril de 2015

Luz - Terreiro do Paço, Lisboa

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À espera do autocarro. A imagem é feita a partir do alto do Arco da Rua Augusta, aberto ao público há pouco tempo (talvez um ano…).

domingo, 5 de abril de 2015

Luz - Depósito de carros eléctricos na Outra Banda, Almada


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Por aqui passei, há vinte ou trinta anos! A estes maravilhosos carros, não sei o que lhes aconteceu. Recordo-me de ter pensado, na altura, que cada carro destes, à espera de destruição e vandalismo, poderia ser recuperado e vendido a cidades e museus que não desprezam os seus carros eléctricos. Naqueles tempos, Lisboa parecia apostada em destruir os carris e as viaturas o mais depressa possível. Era a modernização! Nesses mesmos anos, pela Europa fora, faziam-se esforços loucos para recuperar as linhas similares, em França, na Alemanha, na Suíça… Depois disso, alguma sensatez se desenvolveu nas cabeças dos nossos vereadores, secretários de Estado e Ministros: nem todas as linhas foram destruídas! E já se fala mesmo, hoje, em relançar alguns percursos. Ainda recentemente fiz várias vezes as linhas do 28 e do 25, do princípio ao fim, de ida e volta… Experiência a não perder. Nos percursos onde existem, são estes carros que vou utilizando.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Luz . Paris, Cemitério do Père Lachaise


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Só quando fui visitar o cemitério, há muitos anos, soube que o Padre François La Chaise tinha sido o confessor do rei Luís XIV. As suas propriedades ficavam no local onde hoje se situa este cemitério que, com quase 50 Hectares, é o maior de Paris. Fundado em 1804, transformou-se num local de peregrinação. Muita gente se passeia por ali a fim de visitar os seus ídolos. São mais de dois milhões de turistas por ano! E os que querem ir para este sítio depois de mortos, suprema honra para tantos, têm que se inscrever e ficar em lista de espera! Desde Oscar Wilde ao Jim Morrison (ao que dizem, os túmulos mais visitados de todos…), passando por marechais de Napoleão, combatentes das guerras mundiais, heróis e mortos da Resistência, da Comuna de Paris e do Holocausto! Não deve haver no mundo cemitério com tanta gente famosa e ilustre! Quando por lá passeei, notei, no meu caderno: Molière, Balzac, Marcel Proust, Paul Éluard, Collette, Benjamin Constant, Auguste Comte, Fernand Braudel, Modigliani, Delacroix, Ingres, Rossini, Chopin, Yves Montand, Gilbert Bécaud, Edith Piaf, Sarah Bernhardt, Maria Callas e Nadar, além de memoriais em homenagem a Judeus, Muçulmanos, Cristãos, Protestantes, Anarquistas e Comunistas, sem esquecer os famosos “Fédérés” (combatentes da Comuna de Paris fuzilados em 1871), nem a filha de Karl Marx.

domingo, 22 de março de 2015

Luz - Lisboa, Terreiro do Paço, torreão ocidental e cacilheiro.

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Ficava neste torreão o antigo Ministério da Marinha. Actualmente, já por lá vi duas exposições de fotografia. Creio que ambas da responsabilidade da Câmara de Lisboa. O ponto de vista do torreão sobre o Tejo ou sobre o Terreiro do Paço é muito interessante. Esta imagem é o inverso: foi feita a partir do alto do Arco da Rua Augusta, agora aberto ao público (e ainda bem!). A fotografia, tal como outras semelhantes que se podem fazer de muitas ruas de Lisboa que “descem para o rio”, faz-me imediatamente pensar num livro muito curioso que li há mais de 50 anos “O navio dentro da cidade”, de André Kedros, um escritor grego que viveu no século XX e muito escreveu sobre a liberdade e sobre a resistência grega aos ocupantes alemães. Tanto quanto percebo, não se trata de um “cacilheiro” como os outros, mas sim do que foi adaptado e transformado pela Joana Vasconcelos para figurar na Bienal de Veneza. (2014)

domingo, 15 de março de 2015

Luz - Nilo, em Assuão, no Egipto

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A bordo de uma feluca (ou faluca). Imagino que toda a gente tenha “a viagem da sua vida”. Ou “as viagens…”. É lugar comum. Mas deve ser verdade. Quase não conheço pessoa que não tenha ambicionado, durante anos, fazer uma ou várias viagens que, pelas mais variadas razões, se tenham gravado antecipadamente na memória e nos desejos. Por vezes, concretizam-se. Outras vezes, ficam-se pelos sonhos. Eu tive muitas dessa viagens, mas sobretudo, de que haja vestígios, cerca de 12, desde os meus 16 anos. Fiz a lista num pedaço de papel que ainda guardo. A que acrescentei, ao longo dos anos, mais uma dúzia e meia. Fui realizando quase tudo, ainda me faltam quatro ou cinco, num total de trinta e poucas. A origem destas sugestões é a mais diversa. Livros, histórias aos quadradinhos, desenhos animados, conversa de casa ou de amigos, filmes, revistas, fotografias… tudo o que nos vai ensinando o que é o mundo. O Tintim, O Diabrete, o Cavaleiro Andante, O Mosquito e O Mundo de Aventuras foram as primeiras informações sobre mundos estranhos e longínquos. “Não hei-de morrer sem lá ir”: eis a frase com que concluía certas leituras, antes de inscrever o sítio no tal pedaço de papel. O porto e a cidade de Assuão, a barragem do Nilo e o templo de Abu Simbel foram dos primeiros a entrar. Sobretudo desde 1956, quando Nasser decidiu construir aquela enorme barragem e o mundo, por intermédio da UNESCO, se empenhou em ajudar, com dinheiro, projectos, empresas e cientistas, a encontrar soluções para alguns monumentos que ficariam submersos com a albufeira. Em frente da cidade, o Nilo continua imponente. Uns quilómetros acima, a barragem. Mais longe ainda, os templos de Abu Simbel deslocados, pedra a pedra, muitas dezenas de metros acima. Nas falucas, ao fim da tarde, com mais de trinta graus de calor e uma brisa morna, vê-se de perto a paz. (2006)

domingo, 8 de março de 2015

Luz - Saqqara, Egipto

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Também se escreve Sakkarah. Trata-se de uma localidade no Egipto, perto de Mênfis, a cerca de 50 quilómetros a Sul do Cairo, na qual existem vestígios de várias pirâmides. A mais importante e mais famosa é a de Djoser, que ficou conhecida como pirâmide de Saqqara. Foi consdtruída pelo mais famoso dos arquitectos egípcios da antiguidade e um dos mais famosos do mundo, Imhotep. O seu traço de distinção é o de ser uma pirâmide em escadas ou degraus. Começou a ser construída por volta de 2.500 anos antes de Cristo e terá hoje entre 4.000 e 4.500 anos! É simplesmente o mais antigo edifício completo (mais ou menos…) do mundo! Vi desenhos desta pirâmide em álbuns de banda desenhada (no meu tempo, chamavam-se “revistas de quadradinhos”…), já não sei se incluídos em aventuras do Tintin, do Professor Mortimer ou de qualquer outro. Sei que nunca mais a esqueci. Quando tive a oportunidade, depois de chegado ao Cairo, foi o meu primeiro desejo: Saqqara! Acrescento que, no Egipto, as reminiscências, os desejos infantis, a curiosidade, a vontade de visitar mitos e lendas… dão conta de qualquer espírito! De Alexandria ao Nilo, do Vale dos Reis a Assuão, de Abu Simbel ao Suez, de Luxor ao Museu do Cairo (o mais desordenado e caótico museu do mundo, seguramente um dos mais fascinantes!), é um desfiar de maravilhas históricas e de encantamento! E convém nunca esquecer que o país, se assim se lhe pode chamar, o Estado, o Império ou aquela civilização tem mais de 5.000 anos de vida! (2006)

domingo, 1 de março de 2015

Luz - Palace Theatre, West End, Londres.

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A ópera rock “Jesus Christ Superstar” foi, no início dos anos 1970, um verdadeiro acontecimento. A música era de Andrew Lloyd Webber e as letras e guião de Tim Rice. A qualidade da música era fabulosa. O uso da tradição musical e teatral do “gospell”, a utilização de um enredo bíblico, a encenação de episódios da vida de Jesus, a criação de um “plot” político em que estão envolvidos Jesus Cristo, os seus discípulos e o grande “mau da fita”, Judas, foram factores que chocaram, inovaram e atraíram multidões. Episódios famosos e difíceis de se transformar em cenas de musicais, como a última ceia, o julgamento de Cristo, a morte de Judas e a Crucifixão de Cristo, fazem parte do enredo. Mais de quarenta anos depois, ainda esta ópera rock é encenada em vários países do mundo, mantém-se em cartaz em muitas cidades importantes e dá origem a diversos filmes. (1972)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Luz - Azenhas do Mar

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Era o fim de Janeiro de 2014. Foram uns dias de mau tempo como raramente se tinha visto em Lisboa e em Portugal. Chuva interminável. O mar com uma raiva pouco frequente. Praias que se perderam para sempre, ou quase. Cafés e casas à beira mar que desapareceram. Fui um dia almoçar às Azenhas, a um restaurante em cima do mar. Era um dia de sol de inverno. Mas o mar não acalmava. No fim do almoço, as ondas batiam nas vidraças das janelas. Tentei registar o melhor possível a espuma, as ondas e as gotas… (2014)