quinta-feira, 29 de julho de 2010

Luz - Oxford

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Entrada para a Faculdade de Línguas (Institutio Tayloriana). Ao fundo, um pouco da fachada do Ashmolean Museum, o mais antigo museu do mundo. (2002)

domingo, 25 de julho de 2010

Luz - Ocupação de herdade, 1975

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Naquele Verão, num domingo, fui passear para o Alentejo. Perto do Gavião, a circulação estava interrompida. Havia agitação. Fiquei por ali umas horas a observar. Uma herdade estava a ser ocupada. Os varapaus não denunciam especial violência. Mas várias armas não enganam e mostram bem ao que se vinha. (1975)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Luz - Numa estação de comboio, Inglaterra

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Estes rapazes estão à espera de um comboio. Não sei para onde iam, nem de onde vinham. Não me admiraria que se dirigissem a um qualquer campo de futebol. Fazer das suas... (1996)

domingo, 18 de julho de 2010

Luz - Nova Iorque, 1978

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Numa esquina de rua. (1978)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Luz - Nova Iorque

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Vista tirada do Empire State Building. (1978)

domingo, 11 de julho de 2010

Luz - Nova Inglaterra, EUA

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É uma rua qualquer, de uma cidade qualquer, em Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. (1978)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Luz - Nossa Senhora do Sameiro

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Neste Santuário, os sinais da guerra colonial ainda eram evidentes anos depois de acabada. Aliás, ainda hoje, em muitos locais de fé e peregrinação, sobram imagens daqueles tempos e daqueles dramas. (1986)

domingo, 4 de julho de 2010

Luz - Nos banhos de Bath, Inglaterra

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Entrada para os “Banhos da Rainha”. Apesar da fachada bem mais recente, lá dentro, as instalações datariam do tempo dos Romanos, um exagero evidente, mas com alguma razão de ser. (1984)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Luz - Nevão, Donelo

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Mesmo para um Duriense, é raro ver tanta neve sobre as vinhas! (2009)

domingo, 27 de junho de 2010

Luz - Nazaré

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Na Nazaré, as mulheres estão sempre à espera. (1975)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Luz - Nas margens do Douro, Entre-os-rios

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Não muito longe deste local pacífico, aconteceu um dos maiores desastres da história recente do país: a queda do autocarro na ponte de Castelo de Paiva. (1978)

domingo, 20 de junho de 2010

O Cicerone de almas

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FEZ-NOS REGULARMENTE COMPANHIA durante décadas. Nos jornais, na televisão, nos cinemas... No espaço público. Aparecia sempre que se previa, mas surgia onde não era esperado. Levou muita gente pela mão. Na religião ou na política. Na pintura e no cinema. Nos livros e na música. Finalmente, nas cidades portuguesas. Mostrou-nos a sua vida, os filmes, os livros, os quadros e as cantatas da sua vida. Da sua e de outras vidas.

Uma expressão que ele utilizou uma vez, num seu texto, resume bem um programa, o seu, e uma vida, a sua: “Dar a ver...”. Parece que não fez outra coisa. Deu a ver ideias e formas, coisas e almas. Mas também caminhos, ora sensatos, ora irreverentes e inconformistas. Foi o que ele fez na política e no pensamento, nas artes e nas letras, no cinema e na música, entre amigos ou com os seus leitores.

Nos cineclubes, com jovens estudantes, a quem mostrava aquela que viria a ser uma das suas grandes artes. Na JUC (Juventude Universitária Católica) e no “Encontro”, onde procurou Deus e os homens e onde também teve desencontros. No “Tempo e o Modo”, no “Independente” e no “Público”, além de outros jornais, manteve colunas que rapidamente criavam fiéis encantados com a sua versatilidade, a sua cultura e a maneira como levava os seus leitores, quase de braço dado, a visitar Itália, a ouvir Bach ou a rever John Ford.

Durante anos, primeiro na Gulbenkian, depois na Cinemateca, deu a ver milhares de filmes e centenas de cineastas, oferecia aos cinéfilos umas “folhas de sala” inesquecíveis, onde, além da ficha técnica, deambulava pela arte e pela ficção, divagava sobre o belo ou o cruel, sobre as mulheres ou a aventura.

Trazia consigo a Itália toda, da mitologia ao Renascimento, da ópera ao cinema, para que sempre soube chamar os interessados. Conheço pessoas que visitaram igrejas, viram quadros e filmes, passearam por praças e ouviram música por causa do João, depois de terem lido mais uma crónica sua.

Dedicou-se à política, sobretudo antes do 25 de Abril, pela liberdade. Talvez isso explique a previsão que alguém fez um dia: quando vivermos em democracia, o João Bénard deixará de se ocupar de política. Antes disso, lutou pela democracia, contra a guerra, por una Igreja diferente e pela cultura.
Com a sua geração de estudantes e católicos, percorreu o caminho que levou tantos à democracia e à irreverência. Ficou-lhe desse tempo um especial jeito para combinar o moderno com o clássico, o razoável com a rebeldia.

Na política, andou com muitos, com todos os que queriam a democracia, mas talvez tenha sido mais socialista do que outra coisa. Sobra dos seus episódios políticos a percepção clara de um homem independente.

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Este volume inclui os discursos de João Bénard da Costa, Presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Ele exerceu esse cargo durante dez anos. Morreu o ano passado e ainda hoje nos faz falta.

Nestas suas funções, celebrou o Porto, Beja, Setúbal, Aveiro, Viseu, Angra do Heroísmo, Bragança, Guimarães e Viana do Castelo... Em cada cidade encontrou a palavra justa, a evocação histórica, a história local e a personalidade ou a personagem adequada a recordar. Fê-lo sempre com excepcional graça e com a muita cultura que tinha, sem nunca recorrer ao lugar-comum, um dos seus mais odiados inimigos e um dos piores hábitos das cerimónias oficiais. E ainda encontrou tempo e oportunidade para prestar homenagem a amigos seus. Festejou Sophia e Eugénio de Andrade, Jorge de Sena e Agustina, Júlio Dinis e Camilo, sem esquecer Bocage, Camões e Pessoa. E não lhe foi necessário um grande esforço para, nesta volta às capitais de distrito, referir Buñuel e El Greco...

Nos seus discursos, agora reunidos, cantou a divisão e a unidade. Qualificando-as. A divisão de opiniões (“Divididos - bendito seja Deus! - por diversas opções religiosas, ideológicas e políticas”) e a unidade de cidadãos (“...é bom que haja adversários. Mas não há inimigos”.).

Criou uma fórmula feliz com que terminava os seus discursos: “Senhor Presidente da República: muito obrigado por me ter dado a palavra. Minhas Senhoras e Meus Senhores: muito obrigado por me terem escutado”. Tenho saudades de o ouvir dizer isto mesmo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Luz - Miúdos de bairro

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Perdi horas a tentar descobrir ou lembrar-me do sítio desta imagem. Não consigo. Talvez no Porto... Só a homenagem da T-Shirt aos BeeGees fornece uma indicação. Mas podia ser em qualquer sítio do mundo... (1979)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

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Senhor Presidente da República,
Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Primeiro-Ministro,
Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça,
Senhor Presidente do Tribunal Constitucional,
Senhores Ministros,
Senhores Deputados,
Senhores Embaixadores,
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Faro,

Senhoras e Senhores,

O DIA DOS PORTUGUESES ou, oficialmente, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em 2010, tem um significado especial. Na verdade, assistimos esta manhã a um desfile das nossas Forças Armadas precedido de uma extensa delegação de Veteranos, de Antigos Combatentes, mais singelamente de combatentes dos exércitos em todas as guerras e conflitos em que Portugal esteve envolvido desde meados do século XX.

Ao ver desfilar umas dezenas de antigos combatentes, de todos os teatros de acção militar em que Portugal participou, não sentimos vontade nem necessidade de lhes perguntar pela guerra, pela crença ou pela época. Sentimos apenas obrigação de, pelo reconhecimento, pagar uma dívida. Sentimos orgulho por saber que é a primeira vez na história que tal acontece e que está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre Portugueses. Com efeito, é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos.

Centenas de milhares de soldados portugueses combateram em nome do seu país, do nosso país, desde os inícios do século XX até à actualidade. Já não há sobreviventes do Corpo Expedicionário Português enviado para Flandres, na 1ª Grande Guerra Mundial, nem das forças que, no mesmo conflito, lutaram em África. O último veterano dessa guerra, José Maria Baptista, morreu a 14 de Dezembro de 2002. Depois daquele conflito, as guerras foram, durante décadas, poupadas aos Portugueses. Só a partir de finais dos anos 1950 os soldados e outras forças militarizadas voltaram a encontrar-se em situações de combate aberto, primeiro no então Ultramar português, depois em múltiplos teatros de guerra, em associação com forças armadas dos nossos aliados da NATO e da União Europeia e em missões organizadas sob a égide das Nações Unidas. Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram Combatentes, são hoje Antigos Combatentes ou Veteranos, mas, sobretudo, são iguais. Não há, entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São Veteranos e foram soldados de Portugal. É assim que deve ser.
Em Portugal ou no estrangeiro, no Continente ou no Ultramar, na Metrópole ou nas Colónias, as Forças Armadas portuguesas marcaram presença em vários teatros de guerra e em diversas circunstâncias. Militares portugueses lutaram em terra, no mar ou no ar, cumpriram os seus deveres e executaram as suas missões. Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor ou no Iraque. Todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações políticas superiores. As decisões foram, como deve ser, as do Estado português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado.

Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político ou moral. Só cada um, em sua consciência, conhece as razões verdadeiras. Mas há sempre um vínculo, invisível seja ele, que o liga aos outros, à comunidade local ou nacional, ao Estado. É sempre em nome dessa comunidade que o soldado combate.

Na verdade, em todos os episódios de guerra referidos e noutros mais, há fenómenos de natureza diversa. Houve decisões políticas de carácter exclusivamente nacional, mas também houve actos de colaboração em missões multinacionais, como houve decisões estratégicas colectivas das alianças de que Portugal é membro. Também conhecemos decisões políticas tomadas em vários quadros: com e sem legitimidade democráticas, com e sem referenda parlamentar. E até, finalmente, situações em que o Parlamento fica aquém daquela que deveria ser a sua função. Com efeito, a Constituição e as leis não obrigam, infelizmente, a que as missões no estrangeiro sejam aprovadas pelo Parlamento. Apenas admitem o “acompanhamento do envolvimento” militar no estrangeiro, o que nem sempre é rigorosamente cumprido.

A análise destas diferenças pode ser importante do ponto de vista político, histórico e intelectual. Mas, no plano do reconhecimento de um povo, do respeito devido e do esforço do soldado, essas distinções são secundárias ou inúteis. Foram, simplesmente, militares portugueses que tudo deram ou tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido.

Um antigo combatente não pode nem deve ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a sua forma de vínculo às Forças Armadas são, a este propósito, indiferentes: foram, simplesmente, soldados portugueses.

Pelo sacrifício, pela duração e pelas implicações políticas, as guerras do Ultramar foram evidentemente as que mais marcaram as gerações das últimas décadas. Mas, ao longo dos trinta anos de democracia e de compromissos internacionais, muitas centenas ou milhares de cidadãos portugueses estiveram presentes em teatros de guerra e em missões de protecção da paz ou de mediação. Novos sacrifícios foram feitos, vidas foram interrompidas, carreiras e famílias suspensas.

Todos esses militares, os de Luanda ou do Líbano, os da Guiné ou da Bósnia, merecem o nosso respeito. São antigos combatentes. São Veteranos. São soldados que cumpriram os seus deveres e que, com excepção dos que tenham moralmente abusado das suas funções, merecem a nossa homenagem. Não há lugar, não deve haver lugar para diferenças entre esses Veteranos. Não há Veteranos melhores ou piores do que outros. Não há Veteranos que mereçam aplauso e Veteranos a quem se reserve o esquecimento. Não há Veteranos ou Antigos Combatentes fascistas ou democráticos, socialistas ou comunistas, reaccionários ou revolucionários. Não há Veteranos de antes ou de depois do 25 de Abril. Não há Antigos Combatentes milicianos ou de carreira ou contratados. Há Veteranos e Antigos Combatentes, ponto final! É o que nós lhes devemos. Nós, todos, os que fizeram ou não, os que concordaram ou não com as guerras, sem distinção de época, de governo ou de cor política.

Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos. É certo que há, aqui e ali, expressão de gratidão ou respeito, numa unidade, numa autarquia, numa instituição, numa lei ou numa localidade. Mas, em termos gerais e permanentes, o esquecimento ou a indiferença são superiores. Sobretudo por omissão do Estado. Dos aspectos materiais aos familiares, passando pelos espirituais e políticos, o Estado cumpre mal o seu dever de respeito perante aqueles a quem tudo se exigiu.

Em cada momento, em cada conflito, houve quem tivesse ideias diferentes e se opusesse à intervenção militar. Uns, mesmo nessas condições, cumpriram as ordens oficiais, outros recusaram-se. Por oportunidade, por convicção política, por uma interpretação diferente do interesse nacional, houve refracção e objecção. Em certos casos, pensava-se que as operações militares não tinham sido referendadas pelo povo soberano ou eram contrárias à ética e ao interesse nacional. Noutros casos, faltava o assentimento parlamentar. Aliás, o acompanhamento parlamentar do envolvimento militar é deficiente, apesar de estatuído pela Constituição.

Houve soldados que combateram sob um regime autoritário, outros em regime democrático. Houve soldados que combateram integrados em forças nacionais, outros em forças aliadas ou internacionais. Como houve soldados que, de outras origens étnicas então e tendo hoje nacionalidade diferente, serviram nas Forças Armadas portuguesas.

Em 1974, jovens militares decidiram derrubar o regime autoritário e dar uma oportunidade à democracia. Outros tentaram estabelecer um novo regime político que eventualmente limitaria as liberdades. Outros ainda ficaram independentes e equidistantes. Enquanto outros, finalmente, teriam preferido continuar sob o regime anterior. Prefiro os primeiros, os que ajudaram a fundar o Estado democrático. Mas, pelo sacrifício das suas vidas e pelo cumprimento dos seus deveres, respeito-os todos.

Qualquer guerra ou envolvimento militar é controverso e suscita opiniões diversas e contraditórias. É assim no Afeganistão ou no Iraque. Foi assim no Ultramar. Como também na Flandres, nas Linhas de Torres ou em Aljubarrota. Essas divergências podem ser legítimas e compreensíveis. Traduzem ideias, interesses, convicções e doutrinas diferentes. Assim como versões diversas do interesse nacional. Mas isso não justifica a ausência de respeito por aqueles que combateram, que correram riscos, que ficaram feridos ou deram a sua vida.

As diferenças de opinião e de crença não devem impedir de respeitar todos os que fizeram a guerra, com convicção ou por obediência ao poder político, desde que, evidentemente, o tenham feito sem abuso. Merecem as pensões que lhes são devidas. Merecem atenção e cuidado. Merecem um Dia do Combatente oficialmente estabelecido. Merecem que as suas associações sejam consideradas de utilidade pública. Merecem estar presentes nas cerimónias públicas e oficiais. Mas sobretudo merecem respeito.

Os Portugueses são parcos em respeito pelos seus mortos e até o Estado não é muito explícito no cumprimento desse dever. Pois bem: está chegada a altura de eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre Veteranos de nome e Veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos. Pela Pátria ou pelo seu País, pelo Estado ou pela sua profissão, foi pela sua comunidade nacional que todos eles combateram e se sacrificaram.

É possível que o comportamento do Estado, a atitude de políticos e os sentimentos de cidadãos para com os militares sejam determinados, em parte, pela avaliação que se faz do modo como deram ou retiraram apoio a certos dirigentes e a certas formas de regime. Não se nega o facto. Mas, perante o antigo combatente, recusa-se o juízo de valor.

Aos Veteranos e antigos Combatentes que hoje estiveram connosco pela primeira vez, nada se lhes pede. Nada devem aos seus contemporâneos. Nós é que estamos em dívida para com eles. São o Estado e a sociedade que lhes devem algo. O que lhes pedimos hoje foi muito simples: aceitem a homenagem que o Estado e os Portugueses vos prestaram! Não estamos aqui a festejar a guerra, mas sim os soldados! E não há melhor dia, do que o Dia de Portugal, para o fazer.
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Faro, 10 de Junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Luz - Mesquita, Istambul

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Preparando-se para as orações, três homens lavam os pés. Uma mulher passa. (2005)

domingo, 6 de junho de 2010

Luz - Manif, Genebra

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Na Suíça, a polícia defende bem os seus bancos! (1973)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Luz - Manif anticolonialista, Genebra

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Manifestação de solidariedade com os democratas espanhóis, portugueses e chilenos e de apoio à independência das colónias. (1973)

domingo, 30 de maio de 2010

Luz - Machu Pichu, Peru

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Mais do que uma das “maravilhas do mundo”, Machu Pichu é uma demonstração do génio humano e do esforço inacreditável que se pode fazer para viver. Construída a 2500 metros de altitude, fica a cerca de 80 km de Cusco, a capital do Império Inca. A sua construção ter-se-á iniciado em 1400, mas a cidade foi abandonada pouco depois, talvez um século mais tarde, com a conquista do Peru pelos espanhóis. Num dos pontos da cidade, uma enorme rocha, levada até lá a força de braço (os Incas não conheciam a roda...), serviria para, um dia, amarrar o Sol, a que se lançaria uma enorme corda! A cidade esteve vários séculos praticamente desconhecida, até ser redescoberta, em 1911, por um arqueólogo e historiador americano Hiram Bingham.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Luz- Luxor, Egipto

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Colunas decoradas a queimar de sol. E figuras humanas sempre à procura da sombra. (2006)

domingo, 23 de maio de 2010

Luz - Londres, 1971

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Jesus Christ superstar! Foi uma das revoluções musicais. Cujas consequências culturais foram muito mais além da música. (1971)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Luz - Lisnave, reparação naval

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Idealizada nos anos sessenta, a pensar no petróleo de Angola, nas rotas de petroleiros pelo Atlântico (quando o Canal do Suez estava fechado) e na escala colossal dos petroleiros (previam-se que ultrapassariam 1 milhão de toneladas!), a Lisnave foi uma verdadeira jóia da Coroa, para utilizar o lugar-comum. Depois, tudo correu mal. Angola ficou independente. O Suez reabriu. Os desastres marítimos, os acidentes ecológicos e as preocupações ambientais obrigaram a construir petroleiros mais pequenos. A famosa doca seca de 1 milhão de toneladas ficou sem uso directo, era necessário colocar vários barcos ao mesmo tempo. A revolução e o radicalismo dos operários da Lisnave ajudaram ao fim. Depois de aventuras estranhas, a Lisnave sobrevive, mas em Setúbal, onde parece ter de novo actividade próspera. Mas ali, na Margueira, sobram os restos de um sonho e de uma ambição desmedida. Creio que não completou vinte anos de actividade. (1980)

domingo, 16 de maio de 2010

Luz - Lisnave

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Os estaleiros da Lisnave, hoje totalmente abandonados, à espera de operações de urbanização, especulação, requalificação ou lá o que seja, ofereciam oportunidades formidáveis para fotografia. Pela cor, pela escala gigante de quase tudo e pelo trabalho humano que lidava com aqueles monstros. Vi-os muitas vezes a trabalhar 24 horas por dia, iluminados de noite como se fosse de manhã. Ali se formou uma das mais coesas e aguerridas (e bem pagas...) comunidades operárias dos tempos modernos. Quando “os da Lisnave” atravessavam o Tejo para ir manifestar a Lisboa, os poderes tremiam! (1980)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Luz - Jacarandás

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“Os Jacarandás da Avenida D. Carlos I, vistos do último andar do edifício do Café República, em 2009.
É isto que vamos ter dentro de uma ou duas semanas”

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Esta semana, os Jacarandás floriram! E de que maneira! Já estão bem visíveis na Avenida D. Carlos I, um dos seus principais santuários, mas também no Largo de Santos, em Belém e no Parque Eduardo VII.
Há vinte anos que, nestas páginas, assinalo este momento mágico da vida lisboeta. Não estando actualmente a escrever a minha crónica, solicito-lhe um pouco de espaço para poder manter-me fiel!
Ainda por cima, em tempos de mentira, reviravolta e ocultação, é bom perceber que há coisas eternas, cuja repetição sazonal nos dá a garantia de que a vida nos oferece permanência e lealdade!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Luz - Lisboa, Av. Almirante Reis

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Parte da decoração ainda lá estava há pouco tempo. (1980)

domingo, 9 de maio de 2010

Luz - Lançador de pião, Porto

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À beira da Sé do Porto, antes das obras de há dez anos, um artista exibe os seus talentos. (1979)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Luz - Itália, Vésperas de referendo

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Corria a campanha para o referendo sobre o divórcio. As leis respectivas, aprovadas dois ou três anos antes, foram contestadas por grande grupos de cidadãos e por vários partidos. O referendo destinava-se a confirmar ou revogar as leis. Os favoráveis ao divórcio ganharam. Este casal de namorados deveria estar a pensar noutra coisa. (1974)

domingo, 2 de maio de 2010

Luz - Istambul, rapariga e foto de Ataturk

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Numa longa e barulhenta avenida, ao longo deste muro de muitas centenas de metros, há dezenas de fotografias enormes, a preto e branco, com uma espécie de resumo da vida pública do herói nacional, Kemal Attaturk. Terá sido ele o responsável pela “modernização” e pela “ocidentalização” da Turquia. Ainda hoje, graças a ele e às suas leis (mas também às Forças Armadas que detém um imenso poder), o Estado é oficialmente “laico”. (2005)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Luz - Genebra, Le Lignon

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Nos anos sessenta, este tipo de construção fazia furor. Apesar de algumas más experiências em França (os famigerados HLM, “Habitation à loyer modéré”) muitas cidades europeias replicavam, com ajustes e correcções, o modelo. Em Genebra, neste sítio chamado Le Lignon, fez-se um enorme conjunto destinado à classe média. Não se pode dizer que o resultado seja de uma grande felicidade. (1970)

terça-feira, 20 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Luz - Gardhaia, Argélia, Jogadores de dominó

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Gardhaia fica no M’Zab, um oásis no Sarah. É um conjunto de seis aldeias, rodeadas de muralhas, uma espécie de local de passagem entre o Norte e o Sul do deserto. Durante o dia, as temperaturas oscilavam entre os 35 e os 50 graus! Só em sítios como este se suportava o calor. (1972).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Luz - Foz do Douro, Porto

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Aqui, entre o Castelo do Queijo e Matosinhos, era a praia Internacional da minha juventude. Depois de muitos anos de degradação do local (ainda se vê uma ruína...), um colossal arranjo foi feito, abrindo caminhos pedonais, pistas de bicicleta e acessos ao mar ou ao Parque da Cidade longe dos automóveis. Serão talvez precisos alguns anos para dar uso ao local e para deixar crescer árvores. Entretanto, aos fins-de-semana e a horas de lazer, as pessoas vêm em grande número. (2004)

domingo, 11 de abril de 2010

Luz - Estudante em Bath

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A caminho ou de regresso do colégio. A arquitectura de Bath é extraordinária. Há “crescents” em vários sítios da cidade, uns monumentais e abertos para grandes espaços, outros integrados na malha urbana. (1995)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Luz - Estátua de Ramsés, Memphis

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O guarda do museu medita ou dormita. Um raio de luz trouxe à vida o estranho e doce sorriso do Faraó. (2006)

domingo, 4 de abril de 2010

Luz - Estados Unidos

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Algures, numa cidade de Nova Inglaterra, uns americanos almoçam “fast food”. Como milhões outros, todos os dias, a todas as horas, por todo o país. (1978)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Luz - Espanta pássaros, São Miguel, Açores

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À distância, a imagem era simplesmente estranha. Um dispositivo especial para afastar a passarada das sementes e dos cultivos. À medida que me aproximava, fiquei horrorizado! Eram enormes gaivotas, mortas e pregadas em suportes de madeira. Uma espécie de dissuasor pelo terror! (1988)

domingo, 28 de março de 2010

Luz - Escadaria em Lisboa

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Sinceramente, não me lembro desta fotografia. Já lá vão muitos anos. E não tive tempo para ir verificar. Creio que é uma bela escadaria, como as há várias em Lisboa, ali perto da Bica, paralela à calçada percorrida pelo elevador. Sai da Rua de São Paulo e vai por ali acima. Bonita. Interessante. Mal cuidada na altura. Vale a pena lá voltar para ver como está hoje. (1981)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Luz - Egipto, Luxor

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Fui visitar o Egipto muito tarde na minha vida. Sonhava com a viagem há anos. Finalmente, decidi-me. Com excepção da vida urbana do Cairo, não tive uma desilusão, uma decepção. Há poucos sítios no mundo onde o que se encontra nunca fica abaixo do que se espera. O Egipto é um desses sítios. (2006)

domingo, 21 de março de 2010

Luz - Douro, Vindima


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Este homem, a lavar as pernas, acaba de sair de um lagar, onde esteve a pisar uvas. (1979)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Luz - Douro, Homens aos cestos

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Vão descarregar os cestos nos lagares da Quinta de Espinho, algures no Vale do Rodo, entre a Régua e Santa Marta de Penaguião. (1979)

domingo, 14 de março de 2010

Luz - Douro, cestos vindimos

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Estes cestos já acabaram. Há mais de dez anos que não os vejo a uso. Cheios de uvas pesavam 60 a 70 quilos. Com isto às costas, colina acima ou encosta abaixo, os homens faziam aqui um dos mais penosos trabalhos de toda a agricultura portuguesa. (1984)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Luz - Debulha do trigo, Castela

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Nos planaltos de Castela, entre Burgos e Léon. Em 1971, vivia eu exilado na Suíça, decidi visitar os meus Pais e irmãos. Marquei férias para a Galiza, eles foram lá ver-me. Ao regressar a Genebra, de carro, reparei numa região onde os costumes ainda vinham dos séculos passados. (1971)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vinte anos depois...

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Uma vez na vida... Sempre foi uma ambição: ser director de um jornal! Por um dia, a direcção do Público concretizou esse desejo adolescente. A ideia de que ser director de jornal permite ter influência é aliciante. Informar, ajudar a pensar, corrigir o erro, promover a decência e a cultura, defender a liberdade e denunciar os abusos parecem ser tarefas fáceis, desde que se possa dirigir um jornal. O sonho é simples. Depois, tudo se complica. É necessário negociar com a realidade, a publicidade, o accionista e a redacção. É preciso acertar, ser isento, saber com quem se fala, perceber as aspirações dos leitores, convencer e argumentar. Após quarenta anos de colaboração em jornais, vinte dos quais no Público, percebi os limites do ofício. Mas é, em qualquer circunstância, uma extraordinária profissão e uma excepcional missão. Informar com independência, ajudar a pensar e contribuir para a liberdade dos cidadãos é um formidável programa.

Apesar de defeitos e de erros, este jornal distingue-se, hoje e nestes vinte anos, pela qualidade e pela seriedade. Deve o seu papel aos directores mais duradouros, Vicente Jorge Silva e José Manuel Fernandes (sem esquecer os episódicos Francisco Sarsfield Cabral e Nicolau Santos, nem a recém-chegada Bárbara Reis), assim como aos vários membros da direcção editorial, alguns dos quais ainda por aqui andam vinte anos depois. Mas também é devedor do extraordinário accionista que garantiu, com elevados custos financeiros e políticos, meios e independência durante duas décadas.
Desde o seu aparecimento, o Público ilustrou-se por algumas características, entre as quais a inovação e a responsabilidade. Viveu anos de desenvolvimento e consolidação, mas também de crise e instabilidade. Os seus jornalistas não foram infalíveis, mas a criação de uma equipa coesa é um feito de um percurso relevante. O rigor e a seriedade não se festejam: constituem o dever do jornal e dos jornalistas. Mas, num país complacente, cumprir o dever é já assinalável. É todavia indispensável pensar que esses atributos não nos são exclusivos. O que pode fazer a diferença e a força de um grande jornal é a sua independência.
Toda a imprensa escrita está ameaçada. O Público não escapa. A digitalização e a informação instantânea são as responsáveis. Todos os prognósticos, optimistas ou catastróficos, têm alguma razão. Ninguém, realmente ninguém sabe o que irá acontecer dentro de poucos anos. Teremos ainda jornais? Serão estes apenas recordações ou “nichos” do mercado para uns tantos incorrigíveis? Conhecerão novas formas? Uma coisa é certa: a liberdade de expressão, o acesso à informação e a criação cultural estão em causa. Se os homens e as mulheres do nosso tempo estiverem atentos, poderá ser para o melhor. Mas não é certo...

Este número do jornal respeita a agenda de um diário e as regras de uma rotina essencial. Mas tentei acrescentar colaborações e investigações com um denominador comum: os últimos vinte anos, os mesmos que constituem a vida do Público. Foram anos que deixaram marcas, tanto na vida nacional como no mundo. A economia cresceu como jamais, a crise financeira explodiu como nunca. Mais de duma dúzia de guerras, com relevo para a antiga União Soviética, o Ruanda, o Uganda, o Congo, o Sudão, a Somália, a antiga Jugoslávia, a NATO, os Estados Unidos, o Iraque e o Afeganistão, fizeram milhões de mortos, de deslocados, de refugiados e de órfãos. Ao mesmo tempo, por esse mundo fora, a corrida ao estatuto de democrata, com e sem reais méritos, impressionou os mais cépticos. A globalização consolidou-se, abrindo fronteiras e nações e ajudando centenas de milhões de esfomeados a sobreviver, mesmo se em situação de quase trabalho forçado. Mas essa mesma globalização destruiu empresas e comunidades, vidas e esperanças, assim como contribuiu para a expansão de duas chagas perenes: a SIDA e o terrorismo. Sonhos aparentemente impossíveis realizaram-se: terminou a guerra fria e acabaram o comunismo e o apartheid. Mas vivemos hoje sob permanente ameaça, o que é bem visível na segurança pública, nos sistemas de vigilância, nos cuidados com os viajantes de avião, nas escutas telefónicas, na intrusão à vida privada... Computadores, Internet, telemóveis e redes sociais transformaram a vida de toda a gente em menos de vinte anos. Ao mesmo tempo que multiplicaram as vias e os instrumentos de informação e demoliram fronteiras e obstáculos à difusão, aquelas tecnologias e os novos hábitos mostraram também que poderiam constituir-se em novos condicionamentos de controlo. A futilidade parece reinar nas nossas vidas. A informação orientada e racionada é hoje uma prática corrente. Por isso, nunca, como hoje, a profissão de jornalista foi tão decisiva para a liberdade e a autonomia dos cidadãos. Poderes públicos e grupos privados têm ao seu alcance um inacreditável arsenal de meios e instrumentos para condicionar, dosear e embalar os factos, para já não dizer disfarçar e alterar a verdade. Uma vez mais, a grande arma de defesa dos cidadãos é a independência da informação.

Em Portugal, foram igualmente vinte anos de enormes consequências. De mudanças. De novas incertezas. Com a ajuda da liberdade e da Europa, os Portugueses progrediram indiscutivelmente. Mas também perceberam que as décadas de prosperidade e de progresso chegavam ao fim. Desde o início do século XXI, Portugal começou a perder terreno perante os seus parceiros. Ao lado de alguns melhoramentos notáveis, como na Saúde pública, sectores inteiros, como a Justiça e a Educação, afundam-se na crise crónica, na incapacidade de mudança, no desperdício ou na mediocridade. A Justiça, muito em particular, transformou-se no pesadelo de todos, na impotência dos cidadãos, na hipoteca das liberdades e na incerteza do Direito e dos direitos. A Ciência teve uma expansão notabilíssima, mas o ensino superior viu-se relegado para uma posição inferior e as Universidades foram menorizadas. Os Portugueses, ricos em aspirações, deixaram de conhecer limites à sua ambição, em muito superior às suas capacidades. Estimulados por governos sequiosos de apoio nas sondagens, gastaram o que tinham e não tinham, a ponto de, como alguém disse, parecerem não ter filhos: vivem hoje carregados de dívidas. Melhor, sem qualquer dúvida, do que há vinte anos. Mas pior do que há dez. Quase perdemos a agricultura, a floresta e o mar, recursos naturais de alto valor, mas desperdiçados pela facilidade da vistosa obra pública. O produto e o valor acrescentado, com origem nos recursos naturais e na indústria transformadora, cifram-se em cerca de um terço do valor nacional: esta a mais aterradora deficiência das nossas capacidades. O défice externo de bens e pagamentos, o endividamento e o serviço da dívida só têm solução se forem servidos pela disciplina, pelo trabalho, pelo sacrifício e pela credibilidade política. Actualmente, são todos insuficientes.

Ninguém ou quase ninguém está isento de responsabilidades na situação a que chegámos: Governo, autarquias, empresas e cidadãos. Mas, se é necessário o esforço de todos, é evidentemente para as elites políticas e económicas que olhamos com mais insistência. Delas não depende tudo, mas, sem elas, não haverá orientação do esforço nem desenho do rumo a seguir. Ora, francamente, não parecem hoje estar à altura das necessidades e da urgência. Delas se exige uma excepcional capacidade de entendimento e de sacrifício das suas pequenas vaidades. É bom que saibam que há já quem duvide que seja possível resolver os nossos problemas com democracia. Se, além de ficarmos mais pobres, perdemos liberdades, então o drama será completo.

«Público» (Editorial) de 5 Mar 10

domingo, 7 de março de 2010

Luz - Crianças e Nannies, Hungerford

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Algures, a Sul de Oxfordshire, Inglaterra. (1986)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Luz - Cour Carrée, Louvre, Paris

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É um dos pátios do Louvre. Pouco frequentado por turistas e visitantes dos museus, aqui se respira um ar especial. É muito particular o som dos passos e das vozes. O sítio convida ao silêncio. Nas suas últimas vontades, André Malraux deixou o pedido para que as cerimónias fúnebres oficiais (ele tinha a certeza que as haveria...) se desenrolassem aqui. Assim foi. (1999)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Luz - Claustros de um College de Oxford

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Muitos colégios de Oxford são maravilhosos edifícios com datas de construção (ou de início) que podem ir até aos séculos XIV e XV. Muitos têm enormes jardins e parques. Pertencem a uma universidade que cultiva a ideia de “comunidade académica”. (1995)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Luz - Christ Church, College de Oxford

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Este é um dos mais antigos, ricos e belos colégios de Oxford. Foi a este colégio que pertenceu o professor Lewis Carroll, criador da Alice. Esta menina era filha de uns pequenos comerciantes, cujo quiosque ainda lá está, do outro lado da rua. A sala de jantar deste colégio é a famosa sala onde foram filmadas numerosas cenas dos filmes do Harry Potter, que não vi nem li, mas que transformaram o colégio num local de atracção turística incrível. (1998)

domingo, 21 de fevereiro de 2010